dimanche 21 novembre 2010

Papo de pastor (3)

A Palavra do Rei

Uma velha história (ilustração)

O rei Knut, da Inglaterra, em 1032 deu uma lição aos seus súditos. Eles diziam:
-- Tu és grande. Ninguém ousaria desobedecer-te. Tua reino será para sempre, ó rei!
Um dia o rei ordenou:
-- Tragam para cá o trono. Agora sigam-me até a praia. Ali, mandou colocar o trono quando a maré estava baixa. Sentou-se. Em pouco tempo a maré começou a subir molhando os pés do rei e de toda a corte. O rei levantou as mãos e exclamou com autoridade:
-- Esta terra onde estou é minha e todos obedecem à minha voz. Ordeno-te, pois, ó água, que voltes para o mar e que não molhes os pés do rei.. Mal acabou de pronunciar estas palavras, uma onda quebrou, molhando o rei por inteiro, o corpo de todos, e arrastando alguns para dentro da água.
Então o rei proferiu a sentença:
-- Saibam que os reis não têm autoridade, a não ser aquela que Deus lhe dá. O poder dos reis é coisa vã. Ninguém é digno do nome de rei, a não ser aquele que criou a terra e o mar, e cuja palavra é a lei nos céus e na terra.

Atualmente, na cidade de Southampton, perto do mar, uma placa diz:
“Neste local, em 1032, o rei Knut repreendeu a sua Corte”.

"A palavra do rei tem autoridade suprema". Eclesiastes 8.4

1. Quem é o rei?
Rex, régis, no latim, é rei, soberano, monarca. É um chefe de Estado investido de realeza; um príncipe soberano de um reino e, por extensão, é aquele que detém o poder absoluto ou grande parcela de poder. Mas podemos dizer também que é aquele que se destaca entre os que pertencem ao mesmo grupo, profissão, classe etc. Nesse sentido, figurado, é o maior produtor, o maior criador, um grande comerciante. Jesus foi chamado, ironicamente, pelos romanos de rei dos judeus. E no Brasil é a figura de um homem obeso, bonachão, folião que comanda os festejos carnavalescos nas grandes cidades.
Mas só Deus é soberano (no hebraico méleque) sem limites. Ele é o criador e seu domínio sobre suas criaturas é uma questão de direito natural. Tem poder infinito, com o qual executa sua vontade real.

2. Como é a palavra do rei
Parabola, ae, do latim vulgar, e foi tomada de empréstimo do grego parabolê no sentido de “comparação”. É a unidade da língua escrita, unidade mínima com som e significado que pode, sozinha, constituir um enunciado. Numa derivação de sentido, podemos dizer que é um conjunto coerente de idéias fundamentais a serem transmitidas.
Mas só a Palavra (no hebraico dabar) é criadora: a partir dela surgiram todas as coisas. É preservadora, a partir dela todas as coisas permanecem. É destruidora, ela abalará céus e terra.

3. A palavra do rei é a autoridade suprema (toquepe).
Auctorìtas, átis, do latim, é cumprimento, execução, atestação. É o direito ou poder de ordenar, de decidir, de atuar, de se fazer obedecer. É a superioridade derivada de um status que faz com que alguém ou algo, uma instituição ou uma lei, tenha esse direito ou poder.
A palavra do rei é a autoridade (no hebraico toquepe) que exige obediência imediata e plena. Seu serviço não pode ser evitado. E a desobediência exige arrependimento.

Lealdade é o que Deus exige de nós.

Lembre-se da história do rei Knut. O poder humano é coisa vã. Ninguém é digno do nome de rei, a não ser aquele que criou a terra e o mar, e cuja palavra é lei nos céus e na terra. Por isso, somos exortados à fidelidade, pois a lealdade diante da palavra do rei possibilita:
Perdão – somos declarados justos, temos nossa dívida zerada.
Uma vida nova -- oferece às pessoas a boa notícia da salvação.
Poder -- santifica a vida.

Fique quieto um pouquinho e ore. Agradeça a Deus por seu amor. Diga a Ele: -- Você é meu Rei. Coloque-se debaixo da soberania Dele e siga em frente. A vida é um desafio que vale a pena.






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