samedi 15 janvier 2011

Uma nova visita a Sodoma e Gomorra


Os gregos e romanos falavam do Vale dos Campos onde antes ficavam as cidades cananéias de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar inundadas por um cataclismo ecológico. Os estudiosos modernos trabalham com a hipótese de que tal catástrofe foi provocada por uma falha geológica na margem sul do mar Salgado: suas águas transbordaram e cobriram as regiões mais baixas a sua frente.

Assim já faz tempo que a arqueologia e as ciências afins
olham com curiosidade para a região do mar Morto. Segundo a tradição, o general Tito, que comandou exércitos de Roma durante a destruição de Jerusalém, no ano 70 da nossa era, condenou escravos à morte por afogamento, no mar que fica próximo ao monte de Moabe. Jogados várias vezes ao mar, acorrentados, eles voltavam à tona como se fossem de cortiça. Tito ficou tão impressionado que perdoou os condenados. Não podemos garantir a veracidade da história, mas ela nos remete ao fato de que a realidade daquele grande lago salgado está envolta em mistérios que apontam para fatos acontecidos há milênios.

As várias pesquisas realizadas na região, por institutos católicos ligados ao Vaticano, por pesquisadores ligados às universidades de Israel e da Jordânia, assim como por especialistas estadunidenses e europeus levam a uma grande hipótese geral: a de que tenha havido por volta do século 21 antes de Cristo alguma espécie de catástrofe na região, que pode ter sido ocasionada por impacto de meteoro, gerando terremoto e incêndios, já que subsolo é rico em lençóis petrolíferos.

Vejamos um dos caminhos construídos pela ciência moderna sobre as cidades de Sodoma e Gomorra.
O professor Mark Hempsell, a partir da tradução de tábua de argila guardada no Museu Britânico, data a destruição de Sodoma e Gomorra no ano 3.123 antes de Cristo. Se trabalharmos com os relatos bíblicos, tal cataclismo se deu durante a presença de Abraão e Ló na Palestina, ou seja, entre os anos 2.000 e 1.800 antes de Cristo.

Diante disso, temos três hipóteses. A primeira é a de que a destruição de Sodoma e Gomorra e a presença de Abraão e Ló na Palestina se deram em épocas distintas. A segunda, conseqüência da primeira, o relato bíblico juntou tradições diferentes, Sodoma e Gomorra e Abraão e Ló, numa única história. E a terceira é que, de fato, a destruição de Sodoma e Gomorra e a presença de Abraão e Ló na Palestina fazem parte de acontecimentos de uma mesma época, são contemporâneos.

A partir da última hipótese, a história da
tábua de argila guardada no Museu Britânico fala de um meteoro que caiu sobre a terra 1.100 anos antes de Sodoma e Gomorra e da presença de Abraão e Ló na Palestina. Isso não descarta a “hipótese meteoro”, mas levanta a possibilidade de não ter sido este meteoro que destruiu Sodoma e Gomorra.

O que os pesquisadores cristãos afirmam, diante dessas variáveis científicas, é que o rolo das Origens fala de acontecimentos tão antigos, que dificilmente podemos ter uma palavra final e definitiva sobre eles. Não descartam hipóteses arqueológicas, já que o Eterno utiliza a natureza, criação dele, para se revelar ao ser humano. E consideram, pelas próprias pesquisas, a existência do Vale dos Campos e as cidades de
Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Não sabem exatamente como foram destruídas, se por meteoro (fez chover fogo e enxofre), terremoto, submersão, incêndios de jazidas petrolíferas ou todos estes fenômenos combinados.

Mas, teologicamente, o relato deve ser levado em conta: o rolo das Origens conta que havia sérias acusações contra as cidades de Sodoma e Gomorra e que a perda de sentido do humano e da vida de seus moradores era profunda. E que o Eterno disse a Abraão que se existissem dez pessoas inteiras em Sodoma ele não destruiria a cidade. Mas, no dia seguinte...

“Abraão olhou na direção de Sodoma e Gomorra e de todo o vale e viu que da terra subia fumaça, como se fosse a fumaça de uma grande fornalha. Foi assim que Deus destruiu as cidades do vale”. (Gn 19.28-29).

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