lundi 13 juin 2011

Vinde adoremos



O Senhor está voltando
Pr; Jorge Pinheiro
 
Introdução

O poema que está em Cântico dos Cânticos 3.6-11 descreve a majestade de Salomão ao ser coroado por ordem de Davi (1º. Reis 1.28-40), e o seu casamento com a filha do faraó Psusenés II (1º. Reis 3.1 e 2º. Crônicas 8.11).

E Isaías (61.10) se refere ao casamento de Salomão através da adoração: “transbordo de alegria no Senhor, minha alma se regozija no meu Deus, porque me vestiu com vestes de salvação; cobriu-me com o manto da justiça, como o noivo que se adorna com o diadema, como a noiva que se enfeita com jóias”.

O poema

“O que é aquilo que vem subindo do deserto? Parece uma nuvem de fumaça de mirra, e de incenso, e de todo tipo de perfumes vendidos pelos mercadores. É a liteira do rei Salomão; sessenta soldados, os melhores de Israel, formam a sua guarda pessoal. Todos eles sabem usar bem a espada e são treinados para a guerra. Cada um está armado com uma espada, por causa dos perigos da noite. A liteira que o rei Salomão mandou fazer era de madeira da melhor qualidade. As suas colunas eram cobertas de prata, e o seu teto era de tecido bordado a ouro. As suas almofadas, forradas de fino tecido vermelho, foram feitas com carinho pelas mulheres de Jerusalém. Mulheres de Sião, venham ver o rei! O rei Salomão está usando a coroa que recebeu da sua mãe no dia do seu casamento, naquele dia de tanta felicidade”. Cântico dos cânticos 3.6-11.

Mas como fez Isaías ao ir além na leitura do casamento de Salomão, vemos um claro conteúdo messiânico em todo o texto. Ele projeta um rei majestoso, rodeado de amigos guerreiros, e que sobe em direção à Jerusalém. Por isso, queremos aqui, nessas reflexões, dizer que o Rei, o nosso Cristo...

1. Ele venceu no deserto

O atuar de vitórias do Rei começou no deserto. E o evangelista Mateus (4.1) nos diz isso: “Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”. Foi lá no deserto que Ele, o nosso Rei, enfrentou e venceu o inimigo das nossas almas.

O Rei vem com cheiro suave, de incenso e perfumes preciosos. Da mesma maneira, João no livro do Apocalipse (8.4) vê algo semelhante e descreve assim: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus”. Querido irmão, querida irmã, o cheiro suave que o Rei exala é o perfume da sua oração. Nossas orações, as orações dos santos, são como incenso e mirra, perfumes que estão e permanecem diante do nosso Rei.

2. Cheio de majestade, cercado por seus amigos

O Rei está chegando, cercado de amigos, que são guerreiros, soldados destros no uso da espada. E o apóstolo Paulo explica para seu discípulo Timóteo (2Tm 2.3-4) o que significa ser um guerreiro. Ele diz: “sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” . E nós por Cristo e em Cristo somos amigos mais chegamos que um irmão. Não esqueça.

Mas esses guerreiros, que formam a guarda pessoal do Rei, manejam bem a espada. E o autor do livro de Hebreus (4.12) nos explica isso ao dizer: “a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Essa é uma ordem: os amigos fiéis, a guarda pessoal do Rei, devem manejar bem a Palavra da verdade, mais afiada que espada de dois gumes.

E, por que a guarda pessoal do Rei está armada com a Palavra? O autor do poema nos diz que é para enfrentar os perigos da noite. Diante dos perigos da noite, diante do inimigo que ataca, fazemos como o Rei no deserto, enfrentamos o adversário com a Palavra de Deus. E assim se cumprirá o que o salmista (91.5) diz: “não temerás os terrores da noite”.

3. Vinde, adoremos

Queridos irmãos e irmãs, vinde, adoremos. O Rei vem numa carrugam de prata, ouro e revestida de amor. A prata e o ouro foram trabalhados por artífices e os tecidos finos costurados com amor. A carruagem do Rei é a Igreja do Cristo, construída com os frutos de amor. Frutos de vidas em comunhão.

O Rei tem uma coroa. E João no Apocalipse (14.14) descreve:  “e olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro”.

Cristo está coroado. Ele é o Rei. E sua coroa é do que há de mais precioso para o Deus trino: as vidas salvas pelo sacrifício vicário do Rei. A coroa de ouro simboliza cada vida resgatada da morte, é o diadema maior da majestade do nosso Rei, o Senhor Jesus.

Maranata!
Vinde, adoremos! O Rei está voltando!
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