samedi 7 janvier 2012

As palavras da santidade


O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger (2006)

BOM NOME DO PRÓXIMO 
Dedico estas reflexões às minhas irmãs e irmãos, filhas e filhos, sobrinhas e sobrinhos,
primas e primos, à minha neta Mariana e, também, a todas as amigas e amigos

Não dê testemunho falso contra ninguém”. Êxodo 20.16

A expressão “próximo” inclui todos os humanos. A difamação do caráter de alguém foi proibida na lei mosaica, não apenas formalmente, no tribunal, mas por qualquer declaração falsa.

Em Deuteronômio 5.20 temos a repetição do mesmo ensino (“não levante falso testemunho contra ninguém“) na renovação da aliança do Eterno com o povo hebreu que deixava o Egito.

Este ensino mostra que a respeitabilidade do nome, ou seja, sua santidade, entendida santidade como aquilo que é separado para a uma função nobre, tem uma dimensão apofática, negação de todo afastamento daquilo que é humano e da vontade do Eterno, que é a de que não falseemos a verdade em nossas afirmações, conforme Deuteronômio 13.12-15.

“Quando vocês estiverem morando nas cidades da terra que o Eterno, nosso Deus, vai lhes dar, talvez vocês ouçam dizer que em certa cidade alguns homens perversos levaram os moradores a adorar deuses que vocês nunca adoraram. Aí vocês deverão examinar o caso com todo o cuidado. Se ficar provado que, de fato, foi cometido um crime tão grave no meio do povo de Israel, então vocês deverão matar à espada todos os moradores daquela cidade. Matem também os animais e arrasem a cidade”.

Sejamos justos nos nossos juízos, conforme Deuteronômio 17.8-11.

“Pode acontecer que numa cidade apareça um caso tão difícil, que o juiz do lugar não possa resolvê-lo. Pode ser um caso de assassinato, ou questão de propriedade, ou caso de violência, ou outra questão qualquer. Quando isso acontecer, vão até o lugar escolhido por Deus, o Eterno, para nele ser adorado e apresentem o caso aos sacerdotes levitas e ao juiz que estiver resolvendo as questões naquele tempo. Eles julgarão o caso e darão a sua decisão. Vocês farão tudo o que eles mandarem, obedecendo a todas as suas instruções. Aceitem a decisão deles, sigam as suas instruções e cumpram rigorosamente as ordens que eles derem”.

E o homem de Nazaré nos ensinou em Mateus 18.15-16 como devemos proceder diante de um pessoa que errou contra nós.

“Se o seu irmão errar contra você, vá e mostre-lhe a falha. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas testemunhas, para fazer o que mandam as Escrituras sagradas. Elas dizem: Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas”.

Assim, a dimensão catafática, positiva e simbólica, que possibilita o encontro com a vida, com o próximo e com o Eterno, é a verdade, conforme nos ensina o nazareno em seu diálogo com Pôncio Pilatos, relatado em João 18.37

“Então você é rei? - perguntou Pilatos. -- É o senhor quem está dizendo que eu sou rei! -- respondeu Jesus. -- Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade ouve a minha voz.

Aqui está a chave para a compreensão do ensino do respeito ao nome do próximo. Quando temos compromisso com Aquele que encarnou a verdade, a respeitabilidade do nome do próximo faz parte da nossa vida.

Um ano de vitórias para todas e todos. Do pai, irmão, tio, primo, avô e amigo, Jorge Pinheiro.

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