jeudi 21 juin 2012

Sartre por ele mesmo

Entrevista com o escritor e filósofo existencialista Jean-Paul Sartre.
Aqui ele expõe o que entende por intelectual e vários de seus conceitos teóricos.
Recomendo aos meus alunos de Filosofia II.

A pensar num aniversário...

Almoço com a filha
Por Jorge Pinheiro, do Rio de Janeiro

Um encontro afetivo na Tijuca com a filha, do mercado de moda.
Surge a pergunta: será que tenho medo de morrer?

Pencil X Camera, por Ben Heine 


Meio deprimido Qoheleth, o sábio do livro de Eclesiastes, disse que a melhor coisa que alguém pode fazer é comer, beber e se divertir. E que isso é uma bênção do Eterno.

Eu agrego que ardis, traços e desafiações também fazem parte da vida.
Basta ver que o final do e-mail foi mais ou menos assim:

“Já são duas da manhã, tenho que dormir, mas fico pensando que não gosto de ir ao Rio, que não gosto do Rio, mas estou indo ao Rio. Espero que não seja uma tragédia. Às vezes, a gente cai em armadilhas... É normal ser convidado para fazer palestras, que eu viaje para fazer isso. É uma consequência do meu trabalho. A armadilha está em que eu cada vez gosto mais de ficar no meu espaço, trabalhar no meu espaço. Estou com dor de cabeça, coisa chata. Vou tomar um chá e tentar dormir. Amanhã nos vemos. Ciao”.


Mas, as palavras de ontem, de antes de ontem, na madrugada, desfaleceram diante da beleza da cidade. É sexta-feira e só um estrangeiro, amante, consegue ver os detalhes, chocantes, outros pequenos. O chiado dos esses, dos xis e dos ceagás bem à portuguesa de um grupo de estudantes, a luz da manhã que vai à frente, a abrir caminho para o meu passo lento de quem quer ver, e o meio sorriso, quase à Gioconda, da moça que me atende na livraria iluminam este começo de dia.

"En el mundo habrá un lugar/ para cada despertar/ un jardín de pan y de poesía" 



Ela sugeriu o Apreciatti, numa das beiradas do bairro onde nasci. Tijuca. Chego dez minutos antes. E ela elegante, estilo produtora de moda, usa a febre do verão nova-iorquino, vestido branco curto e ligeiramente largo. O restaurante é adega, italiano. Além dos antepastos tradicionais e das massas artesanais, eu poderia começar pelo carpaccio de hadoque com ovo de codorna, caviar e alcaparras. E depois pedir um filé mignon grelhado com risoto de tartufo. Ou, quem sabe, optar pelo bufê e escolher entre carne de avestruz, leitão à pururuca, pernil de cordeiro, salmão ou filé de cherne. Mas, como estamos na sexta, não posso esquecer que a feijoada é de lei.

Assim, nessa terra de intensa luz, dos huguenotes nos meados dos quinhentos, companheiros de sonhos antárticos, é dia de feijoada. Será que me arrisco? Uma vida de traços, agora na trincheira da teologia. Será que me arrisco? Um pensamento relampeja: coma com moderação. Será isso possível, risco com moderação? Será isso possível, feijoada com moderação?

"Porque puestos a soñar/ fácil es imaginar/ esta humanidad en harmonía"

Ardis, traços e desafiações. Em 1999, em Paris, o francês Philippe Solal, o suíço Christoph Müller e o argentino Eduardo Makaroff encararam o traço, fazer tango eletrônico contemporâneo. E o desafio virou
Gotan Project. Em 2000 lançaram um single, Vuelvo Al Sur/ El Capitalismo Foraneo e, um ano depois, o álbum La Revancha del Tango. Um rolar novo com direito a trocadilho, e o tango, a partir do lunfardo, a gíria portenha, que curte falar as palavras al revés, virou gotan.

Você já rezou o “Padre nosso”? Mas qual versão você prefere, a de Mateus (6.7-15) ou a de Lucas (11.1-4)? E qual dos dois contextos fala mais ao seu coração, o primeiro ou o segundo?

"Vibra mi mente al pensar/ en la posibilidad/ de encontrar un rumbo diferente/ para abrir de par en par/ los cuadernos del amor/ del gauchaje y de toda la gente"


Mateus e Lucas enfrentaram as suas desafiações e chegaram ao rolar novo, porque diante das tradições orais e mesmo das tradições escritas, duas pessoas podem perceber essas tradições de formas diferentes. Mas isso não tem lá muita importância, porque os textos antigos eram escritos para serem ouvidos pela comunidade e não serem lidos solitariamente ou estudados sob a lupa de exegetas.

Donde uma sugestão, ouça o texto como quem ouve o
Gotan Project.

Carioca, coçado, sexta-feira. Tijuca. Ela ri e me pergunta se tenho medo de morrer... E, antes que eu diga qualquer coisa, afirma que tenho que me desapegar das coisas materiais. Diz que ela já fez isso e quando morrer vai subir, mas eu não, vou ficar rodeando por aí.

É vou de feijoada. Não estou desapegado das delícias, sou discípulo de Qoheleth... protestante.

"Qué bueno che, qué lindo es/ reírnos como hermanos/ Porqué esperar para cambiar/ de murga y de compás" (Gotan Project, Diferente).

Para hoje: feliz aniversário, menina!
31/10/2010 Fonte: ViaPolítica/O autor

mardi 19 juin 2012

A Comunidade de Jesus

Unida mas diferente
"Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só, há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo". [Efésios 4.4-7].

Nesses três versículos, o apóstolo Paulo apresenta sete aspectos da comunidade cristã, agrupados em três ao redor das três Pessoas da Trindade. 

Éfeso, na Turquia. É a maior área de ruínas da antiguidade. A cidade teria sido fundada por volta de dois mil anos antes de Cristo. Por causa de invasões e terremotos, foi reconstruída quatro vezes. Personagens importantes da História viveram ou passaram por Éfeso: Alexandre, o Grande, Cleópatra, os apóstolos Paulo e João, e Maria, mãe de Jesus. Depois da crucificação, Maria deixou Jerusalém acompanhada do apóstolo João e foram morar em Éfeso.

 1. Uma trindade no Espírito

"Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual nós fomos chamados é uma só".
Em primeiro lugar, há um só corpo, a Igreja, que deve sua existência e sua unidade a um só Espírito, que é dirigida no poder do Espírito em direção a um único alvo de esperança.

2. Uma trindade em Cristo 

"Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo".
Em segundo lugar, há um só Senhor, Jesus Cristo, o grande objeto de uma só fé pela qual as pessoas crêem para a salvação, o qual tem dado à Igreja a ordenança inicial de um só batismo (5).

3. Uma unidade em Deus Pai

"Um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos".
Em terceiro lugar, há um só Deus e Pai de todos, fonte suprema de toda unidade.

Depois de dar relevo à diversidade e à unidade da Igreja na Trindade, o apóstolo Paulo volta a falar das pessoas, dos crentes, que juntos constituem a comunidade de fé. Não são peças uniformes de um mecanismo, mas cada pessoa possui uma personalidade que Deus reconhece e usa em Seu serviço.

4. E nós temos o dom da graça

"E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo".

Assim, no versículo 7, o apóstolo fala em termos gerais sobre o dom da graça de Deus, à qual repetidamente se refere, quando relata sua própria experiência no cap. 3 (veja 3.2-7, onde identifica sua missão aos gentios com este dom da graça).

Agora ele aponta para cada um de nós, como possuidor do dom da graça, o qual difere de pessoa para pessoa. As diferenças entre esses dons não são determinadas por habilidade ou capacidade natural. Os dons são repartidos segundo a medida de Cristo.

Para pensar:
E a sua comunidade? Você é parte dela! E ela é parte do seu dom!

vendredi 15 juin 2012

Faz tempo que eu te amo


Il y a longtemps que je t’aime – Juliette (Kristin Scott Thomas) retorna à sua família e à sociedade após 15 anos de ausência. Apesar da longa e violenta separação familiar, sua irmã mais nova, Léa (Elsa Zylberstein), decide abrigá-la em sua casa, onde mora com o marido, as duas filhas adotivas e o sogro. Aos poucos, a trama revela uma questão crucial que subjaz enquanto tragédia que manteve Juliette afastada por tanto tempo da vida em liberdade. 

No filme do escritor Philippe Claudel, cujo nome não era muito conhecido como cineasta, o tema de fundo é a morte doce, ou seja, o ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente de enfermidade incurável que produz dores não toleráveis. 
 
Juliette levou seu filho Pierre, de seis anos, que estava enfermo, em estado terminal, à morte sem sofrimento, expressão que conhecemos pelo termo grego euthanasía. Ela mesma, médica, fez os testes de laboratório e diagnosticou o estado da criança, que sofria dores terríveis. E lhe aplicou uma injeção letal. A eutanásia ativa é crime na França, e Juliette, considerada culpada, foi condenada a 15 anos de prisão.

Ela está enferma, que desespero! O devo fazer?
Ela está enferma, que desespero! Como enfrentar isso?
Que conforto, que remédio? Ó céus, você tem que me ouvir
Enquanto esse duro mal que está diante, este mal que você vê
Ferir sem piedade a doçura de seu rosto!

[Etienne La Boétie (1530-1563), Elle est malaade, helas! que faut-il que je face? Tradução de Jorge Pinheiro].

Falar de eutanásia, a morte doce, é tabu, quando não preocupação mórbida. Mas, por incrível que pareça, essa questão está ligada à vida. E aqui desejamos discutir a questão a partir da nova legislação francesa sobre o tema e as reflexões que católicos e protestantes elaboraram na França.

O problema que se levanta é: até que ponto se pode ou se deve lutar para diminuir um sofrimento terrível e terminal? A questão colocada é: deve-se finalizar uma vida que não é mais vida consciente e plena? Muitos consideram que tal ação não significa somente liberar da angústia da morte, porque aqui a questão central não mais é a morte, porém por fim a não-vida que se assenhoreou da vida.

No dia 22 de abril de 2005, a França promulgou uma lei sobre o fim da vida, onde reconheceu o direito ao tratamento médico sedativo cujos efeitos secundários podem ser de antecipar o fim do paciente.

A lei oferece também ao paciente e sua família a possibilidade de dizer não ao tratamento não razoável, não à reanimação artificial e não aos tratamentos agressivos. Mas a lei também possibilita um relacionamento aberto entre o paciente, sua família e o médico, apoiando este último judicialmente se uma dessas alternativas for a opção, desde que ele forneça informações completas sobre a situação do paciente.

A lei também dá a qualquer adulto o direito de apresentar diretivas antecipadas para que sua vida não seja prolongada por meios artificiais, em caso de danos físicos ou de degradação física ou neuropsíquica.

Se você levantar, cruel, o punho à Terra grave
Se for necessário lá no alto que rico se seja,
Pensa em mim, por Deus, me leve,
Que com um golpe de mão Caronte nos passe a ambos


Mas, se a lei prevê o direito de deixar morrer, não propõe que se forneça assistência ativa para morrer. A questão aqui é deixar a morte chegar, mas não se trata de por fim à vida. Portanto, a eutanásia ativa não é reconhecida, mas a eutanásia passiva já não é considerada um homicídio.

É interessante lembrar que 30 anos antes da nova legislação francesa sobre a morte terminal, 1976, o Conselho Permanente do Episcopado francês em nota sobre a eutanásia propôs que não fosse proibido o uso de analgésicos para aliviar a dor, mesmo que indiretamente tal tratamento pudesse acelerar a morte de um paciente em idade avançada.

Ou se é o que dizem os dois irmãos de Helena,
Que um pelo outro no céu, e aqui embaixo se encontram,
Destina-me à parte enviada. 


Anos depois, em junho de 1991, a Comissão de Ética da Federação Protestante da França também discutiu a questão dos doentes terminais, e considerou que os cuidados paliativos deviam ser desenvolvidos e incentivados. Mas que diante da dor irredutível, quando tais cuidados de nada servissem, o debate sobre a "vida decente" deveria por em cheque o próprio modo de vida das sociedades ocidentais.

Por isso, os protestantes franceses consideraram que a defesa da eutanásia é uma réplica da tão condenada terapia agressiva, que traduziria a pretensão de nossa sociedade de se considerar senhora e mestra sobre a vida e a morte. Mas, acreditavam que diante do pedido da morte doce, quando se torna impossível lutar pela vida, deve-se ouvir e não julgar.

E por fim alertaram que quer seja permissiva ou restritiva nenhuma lei ou instância moral pode suprimir a responsabilidade ética do paciente, dos médicos e dos amigos. Por isso, a questão não poderia ser legislada de forma apressada, pois o futuro do direito europeu sobre doenças terminais e eutanásia só poderia ser construído a partir de um intenso debate público.

Tenha, tenha de mim, tenha piedade
Deixe-nos, em nome de profunda amizade,
Eu morrer de sua morte, ela viver de minha vida. 


4/7/2009

Fonte: ViaPolítica/O autor

Educação teológica para o século XXI

Segunda parte

Dando sequência às nossas reflexões sobre a necessidade de pensar uma teologia com alma e corpo brasileiros, uma teobrás que responda aos desafios da contemporaneidade, afirmamos que as Ciências da Cultura são fundamentais para o estudo de Teologia, pois auxiliam na busca das evidências de acontecimentos do passado da humanidade e de estruturas de grupos sociais de determinada época. Os teólogos podem, dessa maneira, analisar traços culturais de povos, no caso brasileiro, indígenas, portugueses e africanos, principalmente, e buscar as raízes que possibilitaram a construção de mitos, ritos e das religiosidades brasileiras.


Um currículo unitário necessita ter, por isso, um núcleo forte de História das Religiões, que privilegie os estudos das brasilidades no que tange às religiosidades não cristãs. Estes estudos, de diálogo crítico, devem evitar as variações comparativas, que desembocam em leituras predominantemente apologéticas.


Assim, o estudo das brasilidades e de suas religiosidades, cristãs ou não-cristãs, é essencial porque não se pode pensar hoje um intelectual, mestre ou pastor que não seja solicitado a refletir a conjuntura cultural, político-social e religiosa do País. Isso significa que devem ter uma concepção da história de nossa formação enquanto povo e dos desafios a que somos chamados a responder.

Tal concepção da multiculturalidade brasileira deve reforçar ou modificar maneiras de agir e pensar o tempo brasileiro. A história da formação e do sentido dos brasis permite reflexões para a superação da consciência ingênua e o desenvolvimento de uma consciência crítica, pela qual a experiência vivida é transformada em consciência compreendida da realidade brasileira.
One of the best stand up comics. The delivery is original and the jokes are brilliant. 
Though he died at a young age, his comic legacy lives on! Hats off to you my man - Mitch Hedberg!


Mas um currículo unitário, que valorize espaços de reflexão, ensino e pesquisa sobre religião, teologias e brasilidades, é uma parte do desafio acadêmico. O outro grande desafio é o do planejamento, que acontece na sala de aula, onde fracasso e sucesso estão carregados de conteúdos emocionais. Por isso, a discussão de questões da multiculturalidade brasileira, quando se fala de brasilíndios, afrobrasileiros e neobrasileiros não importa se o aluno se embaraça em entender os sentidos mais profundos, por desconhecer os pontos de partida: ele se sentirá desafiado em descobri-los se as aulas forem emotivamente dirigidas nesse sentido.

É necessário, porém, equilibrar sempre fácil e difícil, levando em conta que os mais inseguros são estimulados pelo sucesso e os mais seguros com a possibilidade do fracasso. A segurança depende do conhecimento de possibilidades e realizações, não do conhecimento das relações entre ser e consciência, classe e poder, classe e raça. Para manter o aluno motivado, para explorar ao máximo suas possibilidades criadoras, o professor deve visualizar uma espécie de conta corrente onde o ativo são os resultados dos esforços do aluno ao competir consigo mesmo e o passivo sua preparação em direção à liberdade.

Por isso, propomos neste currículo/planejamento uma abordagem temática dos assuntos, sem descuidar da referência necessária à história da formação e sentido do Brasil, que permita estabelecer o fio condutor da exposição dos temas. Isto porque fazer um estudo da história e formação dos povos brasileiros implica em fazer antropologia dos povos brasileiros e sociologia da cultura. Tais abordagens não podem ser encaradas como atividades solitárias, mas enquanto diálogo crítico entre pensadores que expõem diferentes visões.

Diferentes visões, mesmo em diálogo, refletem a competição da vida real. E, embora, competir faça parte da vida, nem sempre há justiça na premiação. Por isso, uma das intenções do diálogo entre teologias e brasilidades deve ser a preparação dos futuros formadores de opinião para a competição da vida, que é inevitável. Eles vão competir consigo mesmos, vão competir enquanto pessoas na comunidade, vão competir com outras comunidades. Como têm um ministério cristão é importante ter claro que concorrerão com outros grupos do ponto de vista teológico, mas não apenas, também vão fazê-lo ao nível social, cultural e político. Sabemos, porém, que é quase impossível prever como participarão dessa concorrência e até onde conseguirão realizar seus interesses particulares, e como tal competição se transformará em mola propulsora de desenvolvimentos posteriores. Prêmio e castigo sempre fizeram parte da educação judaico-cristã.

Nos últimos anos, andaram em desuso, mas a realidade tem mostrado que os prêmios satisfazem à tendência de autoafirmação e de obtenção de prestígio, enquanto os castigos contrariam essas necessidades. Assim, quando um estudante erra e não recebe a crítica esperada estamos enevoando seu sistema de valores. Estamos confundindo e não educando. Por isso, principalmente numa faculdade de teologia, é melhor criticar ou elogiar do que se ausentar de qualquer manifestação diante dos trabalhos realizados. É bom lembrar que a crítica reforça o desprazer de um mau resultado e o prêmio faz a transição da ansiedade à libertação. O respeito às delimitações gera coragem ante a vida. Produz a elaboração daquilo que é mais difícil: os limites da própria vida. As pessoas que conseguem realizar esta elaboração atingem coragem de viver. Conquistam dignidade. Os limites não são áreas proibitivas, são indicativas. São meios de identificar um fenômeno. E ao esclarecer os limites qualificamos o fenômeno. (1)

O aproveitamento da experiência prévia do aluno é um fator espetacular de motivação, mas deve ser reinterpretado, retificado e ratificado. Sua experiência de vida religiosa, cultural, social e política, soluções encontradas para problemas reais vividos na família, na igreja e na comunidade em geral não somente favorecem a integração do aluno no grupo, mas produzem um sentido de correlação entre o meio social e a faculdade. É necessário aproveitar a tendência gregária dos alunos no planejamento e discussão da realidade brasileira, na sua execução e controle, completando-se com o trabalho socializado.

Os grupos estruturam-se visando atender a soluções intelectuais e afetivas. E as atividades extra-classe, desde que levem em conta essas motivações, podem ter um importante papel didático. As diferenças individuais devem ser levadas em conta e compensadas através de dois recursos: as entrevistas e a graduação de tarefas. Na primeira, os estímulos tornam-se diretos, mas o sucesso depende em muito da simpatia e da habilidade psicopedagógica do professor. Na graduação de tarefas oferecemos uma oportunidade de liberdade, um incentivo a aprendizagem afetiva.

A short video introduction to the thoughts of Paul Tillich.
Yes, it is very oversimplified. 
Cool stuff... Not sure you captured the ground of being so well though 
Thanks, glad you liked it. You could very well be right. Any chance I could persuade you to elaborate? 
Bottom of FormGood be a good video if you slooooooooowed down a bit. Please re-do. 
I enjoyed this. Although it just adds to the impression I already have of Theologians, which is that they write a lot of unusable unverifiable…

A crítica, enquanto construção professor/aluno, é imprescindível à segurança afetiva. A solidariedade é a grande motivação. A solidariedade permite ao professor encontrar os recursos necessários para educar os futuros formadores de opinião em hábitos, atitudes e ideais, e orientá-los no caminho da verdade e da justiça.


Devemos entender, enquanto homens e mulheres envolvidos com a educação brasileira, que a função da filosofia é formular uma pergunta concernente à verdade, significando com isso que a tarefa do teólogo, por adição, é inquirir se a comunidade de fé está comunicando as boas notícias. É possível crer no texto e deixar de viver as verdades nele contidos. Uma leitura que produza transformação de vida, assim como submissão ao Espírito são condições quanto aos desafios que devem ser vividos.

Devemos, no entanto, precaver-nos do perigo de obscurecer o reconhecimento do Reino. A justiça social apresenta exatamente este desafio. A preocupação com a justiça e a responsabilidade social diante da multiculturalidade brasileira são fundamentais para as práxis teológicas. Por isso, toda crítica à alienação no âmbito da prática teológica deve ter como base a verdade e a justiça, enquanto pergunta pela compreensão e proclamação das boas novas por parte da comunidade de fé. Mas se a tarefa é formar e transformar através da verdade e da justiça, a pedagogia é o amor.

Citação
1. Fayga Ostrower, Criatividade e Processos de Criação, Petrópolis, Vozes, 1986, p.160.

jeudi 14 juin 2012

Educação teológica para o século XXI

Primeira parte

A educação moral é impossível sem uma visão de grandeza. Se não somos grandes, pouco importa o que fazemos e o sentido da grandeza é uma intuição imediata e não a conclusão de uma argumentação lógica. Por isso precisamos criar um Brasil e não ensiná-lo”. Décio Pignatari (1)

Tenho recebido de alunos e professores de Teologia, de diferentes regiões do Brasil, questionamentos sobre como seminários e faculdades de teologia devem encarar o desafio de formar profissionais contextualizados à realidade brasileira. Ou seja, como construir uma teobrás? Diante disso, decidi escrever um artigo, dividido em duas partes, apresentando algumas ideias sobre a questão.

A faculdade de teologia que funciona enquanto realidade isolada não entendeu uma das exigências da alta modernidade: o ensino que não se integra na vida real, em sentido horizontal e também vertical, não é motivador, abandonou o fator experiência. Por isso, o estudo da realidade brasileira e a riqueza do multiculturalismo das brasilidades precisam chegar às salas de aula. Da mesma maneira, não podemos esquecer a mediação da emoção na produção dessa correlação entre as teologias e as brasilidades.

Hoje, o desafio da educação teológica nasce da correlação entre educação clássica e educação profissional. Como bem observou Gramsci (2), em relação à escola italiana de sua época, podemos dizer que o Brasil vive a dicotomia entre uma educação clássica, que forma pensadores, e uma educação profissional, que forma instrumentalizadores. Assim, é normal ver defensores de educações teológicas com posições diametralmente opostas.
Acreditamos que essa discussão tem solução quando entendemos que o profissional de teologia deve ser formado para a sociedade e não somente para a igreja local. É nesse sentido que educação clássica e educação profissional se combinam e remetem ao desafio de um currículo teológico unitário. E quando falamos em currículo unitário, falamos da construção de currículos que valorizam espaços de reflexão, ensino e pesquisa sobre religião a partir das leituras teológicas cristãs. (3) Nesse sentido, um currículo unitário para a realidade brasileira vai além do quadrivium reformado: estudos bíblicos, históricos, sistemáticos e práticos.

Segundo Mendonça (4), tal currículo unitário teria de atender áreas distintas, mas complementares, como dogmática e pastoral, tradição cristã geral e ciências de apoio. A primeira atenderia às necessidades e objetivos profissionalizantes; a segunda ofereceria aos estudantes os elementos básicos do depositum fidei comum ao cristianismo; e a última consistiria nas disciplinas da cultura científica geral, cujo fim principal seria o de proporcionar aos estudantes o contato com a metodologia científica.

Mas a relação entre currículo e planejamento é estreita e, por isso, o planejamento, enquanto organização, diálogo crítico e ética que possibilita a interdisciplinaridade, não pode ser esquecido. E se o currículo é documento de identidade que define o percurso, está prenhe de uma dimensão política: influencia, cria padrões, elabora material e direciona alunos e professores no desenvolvimento das atividades docentes e discentes. (5) Nesse sentido, a partir de Mendonça, constatamos que se o objetivo é formar pensadores e profissionais, o currículo deve levar em conta os fenômenos referentes ao campo religioso e correlacioná-los com as teologias cristãs. Ou seja, somos desafiados a reconstruir com nossos alunos o processo histórico que deu origem às teologias protestantes, que desde o início estiveram ligadas às filosofias e à cultura modernas.

E somos obrigados, por imposição da contemporaneidade, a refazer anos de História, quando o pensamento protestante deu continuidade a sua tradição de origem, tornando o pensamento filosófico alemão hegemônico nas universidades da Europa protestante, no direcionamento das ciências históricas e da pesquisa bíblica. Essa reconstrução atravessou o século dezenove até o início do século vinte, quando as teologias, calcadas no Iluminismo e no humanismo, marcaram o pensamento europeu da época, embora depois da Primeira Guerra Mundial tenham descoberto caminhos novos. Assim, as correntes teológicas contemporâneas devem ser estudadas a partir das raízes filosóficas e culturais da Modernidade, para então se entrar na leitura dos principais teólogos do século vinte.

Mas de onde partir? Sem dúvida, das origens das teologias cristãs, que estão presentes no pensamento dos pais do deserto e na Patrística, e do acesso às línguas originais dessa produção cristã, ou seja, do grego e do latim. E por que? Porque a Patrística é a filosofia cristã que fundamentou as doutrinas da fé cristã. Mas o estudo da Patrística deve nos remeter também ao pensamento divergente, que apresentou à igreja cristã de conjunto, desde seus primórdios, hermenêuticas que caminhavam na contramão do catolicismo romano institucionalizado.


Assim, o estudo de pensadores como Pelágio, da teologia trinitária e da pneumatologia da ortodoxia oriental, e das teologias libertárias de albigenses, valdenses e anabatistas são importantes porque nos apresentam a riqueza do pensamento cristão e nos permitem construir hermenêuticas que respondam às necessidades da contemporaneidade. Essa produção filosófica cristã, institucional e divergente, inclui pensadores como Justino Mártir, passa por Agostinho e Clemente Alexandrino e vai desaguar em Boécio. Sem a compreensão da produção patrística, em toda sua riqueza e diversidade, é difícil compreender as bases dogmáticas da igreja cristã medieval e da Escolástica.


O escolasticismo fez parte da filosofia medieval, e aquele de acento cristão, já que podemos falar de escolasticismo judaico e muçulmano, surgiu como seqüência natural da Patrística em responder às exigências da fé ensinada pela igreja hegemônica. Esse pensamento filosófico cobriu os anos que vão do começo do século nove até o fim do século dezesseis. O nome dessa filosofia cristã deve-se aos ensinos ministrados pelos professores cristãos nas escolas medievais. Estes ensinos faziam parte do trivium, gramática, retórica e dialética, e do quadrivium, aritmética, geometria, astronomia e música. A escolástica, porém, é resultado do aprofundamento do estudo da dialética.


A filosofia até o surgimento da Escolástica estava calcada no estudo dos clássicos gregos, e sofreu influências das culturas judaica e cristã. E, assim, pelo viés das teologias, temas como criação, providência, e revelação tornaram-se presentes nas reflexões filosóficas. A Escolástica foi influenciada também pelo neoplatonismo, que correlacionava elementos da filosofia de Platão com a espiritualidade cristã. E mesmo Tomás de Aquino, que trouxe Aristóteles para o pensamento escolástico cristão, não colocou de lado a filosofia neoplatônica.


Mas, por que, para um protestante, é importante entender o escolasticismo? Porque a questão central que atravessou o pensamento escolástico foi a possibilidade ou não da harmonia entre a fé e a razão. E essa questão foi tema fundamental durante a Modernidade e ainda hoje faz parte de qualquer reflexão teológica séria. O pensamento conservador de Agostinho defendeu uma subordinação da razão em relação à fé, por crer que ela restaurava a condição decaída da razão humana. Já Tomás de Aquino trabalhou com a possibilidade de certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força de sua leitura de Aristóteles, apesar de afirmar, em última instância, a subordinação da razão à fé.


Para a Escolástica, as fontes patrísticas eram fundamentais, pois seus autores tinham a autoridade de fé e de santidade. Os maiores representantes do pensamento escolástico, que já citamos, foram Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino. Mas não são as únicas referências importantes do período medieval, já que podemos também falar de protoescolásticas e escolásticas de contramão apresentadas por pensadores de grande expressão.

O primeiro deles, Ário (260-330), cristão cuja visão antitrinitária foi duramente combatida e por fim rejeitada pela igreja institucional. Sabélio, que viveu no século três, e que também apresentou uma hermenêutica divergente em relação à Trindade. Esses dois pensadores, assim como outros, foram chamados por Atanásio, pai da Igreja, de assassinos que não eram os verdadeiros possuidores das Escrituras. E assim as hermenêuticas que produziram foram anatematizadas. Mas, há um outro escolástico, muçulmano, chamado Averroés (1126-1198), na época um dos maiores especialistas em Aristóteles, que a partir da visão da unidade do intelecto humano considerou desnecessária uma doutrina da imortalidade pessoal. Sua escolástica teve presença marcante, e Tomás de Aquino se viu obrigado a contestá-lo apologeticamente.

Dessa forma, sem fazer o caminho da Patrística e da Escolástica e das hermenêuticas de contramão será difícil entender a Teologia Sistemática, enquanto lastro do depositum fidei. As doutrinas oriundas das leituras das Escrituras Sagradas, definidas por assembleias gerais conciliares e pelo magistério da igreja cristã institucional são muitas vezes apresentadas como dogmas basilares da fé. Alguns dos temas tratados pela Dogmática são aqueles referentes à Cristologia e a Eclesiologia, entre outros.
No que diz respeito à Cristologia, um currículo que responda às necessidades de uma educação brasileira, deve partir da análise dos estudos doutrinais cristológicos e soteriológicos, sem esquecer a visão contemporânea da tensão entre história e dogma, assim como a identidade entre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Mas, além de estudar as etapas vividas pela história dos dogmas cristológicos, deve fazer a leitura da Cristologia brasileira, tanto no que se refere às correntes cristãs, como aquela Cristologia não-cristã presente nos terreiros e comunidades afrobrasileiras e brasilíndias. Já a Eclesiologia, também estudada na perspectiva exposta, analisará a importância teórica e prática da compreensão da Igreja, institucional ou não, a partir dos diferentes referenciais culturais e sociais, e a importância dos mitos e ritos para sua existência.

E são os desafios da permanência e possibilidade de uma Dogmática cristã na contemporaneidade que nos remetem aos estudos das Ciências da Cultura e às análises de conjuntura dentro das Ciências Sociais. As Ciências da Cultura estudam as organizações e as formas de expressão das sociedades e, nesse sentido, são ramos das Ciências Sociais. Ou seja, podemos dizer que as ciências da Cultura são, principalmente, a Sociologia, a Antropologia e a História, cuja finalidade comum é estudar a sociedade através de suas evidências culturais.


Citações


1. Décio Pignatari, Contracomunicação, São Paulo, Editora Perspectiva, 1971, p. 61.
2. Antonio Gramsci, Os intelectuais e a organização da cultura, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968, pp. 118-120.
3. Antonio Maspoli de Araújo Gomes (org.), Teologia: Ciência e Profissão, São Paulo, Fonte Editorial, 2007, p. 93. 
4. Antônio Gouvêa Mendonça, “Currículo teológico básico”, in Márcio Fabri dos Anjos (org.), Teologia: Profissão, São Paulo, Soter/ Loyola, 1996, p. 145.
5. Madalena de Oliveira Molochenco, “Planejamento e currículo, uma relação estreita”, São Paulo, Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Reunião de Congregação, jul. 2007.

mercredi 13 juin 2012

Toada para bailar a Ceia de Jesus


Poema de Jorge Pinheiro
Com a participação especial do Profeta Gentileza
e a alegria de ter ouvido Roberto Diamanso


Gente tem três pilares, vamos cantar um
O Espírito e seu baile
Alheação fica fora, sem debrum
Gente é feliz na roda, marchetada de riso
Exaltada, de curso traçado

Eterna é ceia de Jesus, de ressurreição cheia
Gente cresce no presente cheia de semelhança
Comer o pão, coração repica a alegria do outro,
Comunidade afeto efetivo, machucado a gente cura.
Jesus olhou, repicou a dor da gente,
Vamos toar e bailar a Ceia de Jesus.

Bem querer é para quem baila
O Espírito da vida é toada liberta do destino
Do alheação e do acabamento.
O Eterno voou com seu Jesus, gente igual
Destino novo, a gente dança a contradança do Espírito.

Querência boa é toada e baile, fazer o bem bom,
O Eterno não gosta de toada sem nota certa
Jesus se acaba quando a gente dorme e acorda na alheação.
Querência toada e baile fala com retirantes
Jesus não quis refastelar, querência toada e baile é para quem caminha,
Não pesa a mão, quer gente novinha em folha.
Sigam os pés, ensaiem do jeito, querência toada e baile faz rima com errante
Vão dormir folgados. É isso mesmo, Jesus não vive no rabo de arraia,
Na sapiência é mestre sim, de gentileza.

Olha o trilho, igual na esquerda e na direita com certeza,

Exclusão não, toada de gente,
Olha o trilho, igual na esquerda e na direita, para ir ir além
Repousa com certeza, presente de Jesus.
Repica a dor do andarilho, não depende do escrito,
Gente não tem como responder às exigências do escrito,
O Eterno está do outro lado.
Presente chega chega nos braços, dor e prazer, indulto das alheações.
Livres do escrito, gente é gente pra lá de gente.
Ir além, toar e bailar...

Toada linda é animação, não pisa a cana,
Apanhado com a faca na mão, no momento vil,
Gente desarma, não esquece a querência boa, toada e baile no Espírito.
Ajuda e obedece a lei do baile.
Desobriga porque está desobrigado.
Desobrigação é a toada mais linda cantada no baile,
Esquecer o dinheiro levado é difícil, o Eterno faz assim.
E vamos para rede, na varanda, no fresco da tarde.
É gozo, desobrigação.
Comunidade é certeza, acende o farol alto e mostra à gente que a rede é possível,
mesmo quando o mar não está para peixe.

Jesus está livre, certeza não basta, permanecer é preciso.
Continuar na certeza, gente é pra lá de gente não faz cera.
Constância consta, olha o axioma!
Dormir, comer sal juntos, descobrir, inteirar.
Gente caminha pra liberdade.
Vida dribla a azáfama da alheação.

Eterno acorda e dorme no partir do pão.
Gente é parecença, experiência, comunidade com certeza.
Bebe e come bênçãos celebrando,
Gente convive na consistência.

Livre para ir para a cama sem a faina da alheação,
Da amarração que impede o movimento.
Descobrir toada e baile, conhecer e ficar na celebração de Jesus
Axioma e livramento da azáfama da alheação, de escombros e acabamento.

mardi 12 juin 2012

Por que a França?

Podemos semear a justiça de várias formas. Como, por exemplo, através da assistência nas situações de catásftofes e no combate às endemias, no evangelismo urbano de comunidades socialmente excluídas e no ministério de apoio as populações em situações de risco e guerra. 

Sem dúvida, devemos fazer missões sob novo olhar. Sabemos que a Europa ressurge com especial interesse para o Evangelho de Cristo. No século XIX, o Velho Continente foi um centro de gravidade do cristianismo. Durante décadas, impulsionou o movimento missionário na África. Mas, no último século foi-se dando um esgotamento das forças cristãs no continente, embora o cristianismo não tenha morrido.

Atualmente, segundo levantamentos da Aliança Reformada Mundial/ARM, os reformados estão presente em mais de 100 países. Abaixo, quadro dos 60 países onde a população protestante é expressiva.

Dados 2004
Posiç
País
População cristã
protestante
 % de protestantes
País
 % de protestantes
População cristã
protestante
1
EU América
162 653 774
55%
Tuvalu
98,4%
11 450
2
Brasil
54 983 173
27%
Noruega
90%
4 133 737
3
R. Unido
44 726 678
74%
Dinamarca
91%
4 943 425
4
Nigéria
34 124 557
26,5%
Islândia
91%
270 031
5
Alemanha
31 323 928
38%
Suécia
86%
7 741 526
6
Afric do Sul
30 154 013
68%
Antigua e Barbuda
86%
59 101
7
China
15 675 766
1,2%
Finlândia
85,1%
4 445 149
8
Indonésia
14 276 459
5,9%
S. Cristóvão e Nevis
83%
32 335
9
Quénia
12 855 244
38%
S. Vicente e Granadinas
77%
90 501
10
Congo
12 017 001
20%
Bahamas
76%
229 360
11
Uganda
9 544 319
35%
Reino Unido
74%
44 726 678
12
Canadá
9 513 462
29%
Tonga
73%
82 068
13
Filipinas
8 785 747
10%
Namíbia
68%
1 380 871
14
Coréia do Sul
8 760 000
18,1%
África do Sul
68%
30 154 013
15
Suécia
7 741 526
86%
Barbados
67%
186 454
16
Austrália
7 634 366
38%
Suazilândia
66%
774 774
17
Índia
7 561 851
0,7%
Nauru
66%
8 612
18
Venezuela
7 358 832
29%
Papua-Nova Guiné
61,5%
3 410 340
19
Etiópia
7 305 328
10%
Jamaica
60%
1 639 099
20
Gana
6 939 852
33%
EU América
55%
162 653 774
21
México
6 372 174
6%
Estónia
52%
693 104
22
P. Baixos
5 414 472
33%
Letónia
50%
1 145 119
23
Tanzânia
5 147 290
14%
Suíça
49%
3 669 791
24
Dinamarca
4 943 425
91%
Nova Zelândia
47%
1 896 667
25
Guatemala
4 836 212
33%
Micronésia
47%
50 833
26
Madagascar
4 510 085
25%
Ruanda
43,9%
3 705 519
27
Finlândia
4 445 149
85,1%
Fiji
42,5%
379 676
28
Malawi
4 316 418
35,5%
Botswana
41%
672 447
29
Moçambiq
4 269 475
22%
Alemanha
38%
31 323 928
30
Zimbabwe
4 206 507
33%
Austrália
38%
7 634 366
31
Noruega
4 133 737
90%
Guiana
38%
290 808
32
Ruanda
3 705 519
43,9%
Malawi
35,5%
4 316 418
33
Suíça
3 669 791
49%
Uganda
35%
9 544 319
34
Papua-Nova Guiné
3 410 340
61,5%
P. Baixos
33%
5 414 472
35
Camarões
3 276 001
20%
Guatemala
33%
4 836 212
36
Zâmbia
3 040 685
27%
Gana
33%
6 939 852
37
Hungria
2 401 640
24%
Zimbábue
33%
4 206 507
38
Chile
2 397 137
15%
Belize
30%
83 837
39
Peru
2 010 645
7,2%
Grenada
30%
26 851
40
Sudão
2 009 374
2%
Canadá
29%
9 513 462
41
Angola
1 678 618
15%
Moçambique
29%
7 358 832
42
Jamaica
1 639 099
60%
Zâmbia
27%
3 040 685
43
Honduras
1 604 297
23%
Nigéria
26,5%
34 124 557
44
Colômbia
1 503 400
3,5%
Madagascar
25%
4 510 085
45
El Salvador
1 421 446
21,2%
Trinidad e Tobago
24,6%
267 806
46
Bolívia
1 417 259
16%
Hungria
24%
2 401 640
47
Paquistão
1 400 000
0,86%
Honduras
23%
1 604 297
48
Namíbia
1 380 871
68%
Moçambique
22%
4 269 475
49
Roménia
1 339 799
6%
Suriname
22%
96 392
50
Haiti
1 299 460
16%
El Salvador
21,2%
1 421 446
51
Myanmar
1 287 284
3%
Camarões
20%
3 276 001
52
França
1 213 124
2%
Congo
20%
12 017 001
53
Chade
1 179 170
12%
Gabão
20%
277 840
54
Letónia
1 145 119
19,4%
Lesoto
20%
373 407
55
República Dominicana
984 504
11%
Libéria
20%
696 442
56
R. Centro-Africana
949 974
25%
Coreia do Sul
18,1%
8 760 000
57
Nicarágua
879 881
16,1%
Costa Rica
18%
722 911
58
Costa do Marfim
864 902
6,43%
Nicaragua
16,1%
879 881
59
Vietnã
835 355
1%
Bolívia
16%
1 417 259
60
Argentina
790 759
2%
Haiti
16%
1 299 460
 US State Department's International Religious Freedom Report 2004







Dos 2 bilhões de cristãos que há no mundo, 1,24 bilhão encontra-se na África, Ásia, Oceania e América Latina, e 821 milhões na Europa e na América do Norte”, contabilizou Choan-Seng Song, na 24ª Assembléia Geral da ARM.

E essa proporcionalidade verifica-se também no campo das igrejas reformadas. Dois terços das igrejas membros da ARM estão fora da Europa e da América do Norte. As igrejas européias nas décadas anteriores difundiram o cristianismo ao resto da terra, mas agora a Europa e em especial a França clama por ajuda. Chegou a hora das igrejas dos “
confins da terra”, entre as quais as igrejas brasileiras, somarem forças na expansão do Evangelho no Primeiro Mundo europeu.

Assim como o futuro da economia mundial está a depender cada vez mais dos países e povos em desenvolvimento, também as igrejas e os cristãos dos “
confins da terra” devem e podem desempenhar uma função decisiva no futuro do cristianismo.

O projeto A Cruz Huguenote lhe dá essa oportunidade
Neste ano de 2012, A Cruz Huguenote apoia pequenas igrejas francesas que por diferentes motivos estão sem pastores ou necessitam de apoio ministerial e aceitam construir parcerias com igrejas brasileiras. Essas parcerias partem do fato de que Deus mantem na França um remanescente da histórica tradição reformada, que deseja expandir o Reino, e aproveitar o renascimento evangélico que pode ser visto em diferentes regiões do país.


Essa situação introduz muitos desafios e responsabilidades. Do ponto de vista cultural e religioso, o mundo em que as igrejas e os cristãos vivem é plural. As missões cristãs não têm como tarefa convertê-lo num mundo monolítico. A missão é apresentar Cristo, aquele que dá sentido a vida, sem adaptar esses povos aos nossos costumes e culturas.

Diante das tragédias que temos vivido nas últimas décadas, da crise econômica que assola a Europa, a ação missionária deve apoiar a construção e o fortalecimento de igrejas que sejam comunidades abertas e não alheias às necessidades da sociedade, e que sejam comunidades de cura, sem deixar de lado a luta pela justiça econômica, de gênero e racial.

É isso que A Cruz Huguenote está plantando na França. Você pode ajudar e participar: entre em contato com André Sass Farias e Pablo Sacilotto, jovens militantes por Cristo nas cidades de Montpellier e Lunel. Converse com eles e, se Deus tocar o seu coração, não se envergonhe de apoiá-los.

Use o Skype para conversar com eles

la croix huguenote
Convergence pour l´appui et le développement des églises françaises et brésiliennes

Convergência para o apoio e o desenvolvimento de igrejas francesas e brasileiras