lundi 28 juillet 2014

Ofensa e culpa

O caminho a percorrer

Jorge Pinheiro


As relações humanas, sociais, entre pessoas de convívio próximo, têm, ao contrário do que se imagina, características próprias e peculiares, que ultrapassam o ethos e as maneiras próprias de cada um e se manifestam não só nas relações da comunidade, mas nas relações que essas pessoas mantêm entre si. Essas relações humanas resultam de mútuas interações interpessoais e coletivas, e geram dinâmicas que podem ser medidas e direcionadas, a partir do relacionamento interpessoal. E duas questões desestruturantes que estão relacionadas e fazem parte dessas relações humanas são as síndromes geradas por ofensas e culpa. E é esta questão que queremos abordar aqui, não numa leitura apenas sociológica, embora esta abordagem seja importante, mas principalmente teológica.

O que é ofensa, o que é culpa? Quando é que ofendemos e nos tornamos culpados? A ofensa, a princípio, é sempre vista como afronta, desconsideração, injúria. Seria postergar responsabilidades, violar mandamentos e, por extensão, alienação e transgressão. Assim, e esta é a leitura teológica cristã, ofendemos quando mascaramos a verdade, quando manipulamos pessoas e fugimos às responsabilidades. E, ao contrário do que propõe a ética cristã, estes padrões acabam sempre presentes na vida em comunidade e nas relações humanas, sociais.

Assim, teria culpa a pessoa que opta por uma conduta negligente que causa dano. Seria culpado quem falta voluntariamente a uma obrigação. E essa leitura penetrou na cultura e hoje faz parte de nossa ética social, onde a culpa no Código Penal brasileiro é sinônimo de delito e crime. Já na tradição judaico-cristã, culpa é sinônimo de transgressão da vontade do Eterno, quer em relação direta com Ele próprio, quer em relação ao próximo. Seria, então, e sempre alienação e pecado.

Poucas vezes, no dia-a-dia, relacionamos ofensas e traição. Mas a traição, tecnicamente, seria uma forma de decepção, um repúdio, enfim, um rompimento sem razões de uma amizade ou de uma aliança. Por isso, tais violações de confiança causam tantos conflitos morais e psicológicos nas comunidades. Mas, vejamos como, teologicamente, podemos vencer ofensas, a começar por sua expressão mais violenta, a traição.

1. A traição e a culpa: o exemplo de Judas Iscariotes (Mateus 27.3-5).

“Quando Judas, o traidor, viu que Jesus havia sido condenado, sentiu remorso e foi devolver as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos líderes judeus, dizendo: - Eu pequei, entregando à morte um homem inocente. Eles responderam: - O que é que nós temos com isso? O problema é seu. Então Judas jogou o dinheiro para dentro do Templo e saiu. Depois foi e se enforcou”.

Assim, traição é também o crime de quem, com deslealdade, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo. É covardia e infidelidade. Judas traiu o sangue inocente. Pecou e foi se enforcar. Segundo Atos 1.18, cheio de remorso, quando se enforcou, a corda rompeu-se e Judas caiu no abismo, tendo as entranhas derramadas no solo. Culpa sem arrependimento é remorso, gera descrença e desespero (falta de fé e esperança) e leva à morte.

2. A traição e o arrependimento: temos o exemplo de Pedro, o pescador (João 21.15-17).

“Quando eles acabaram de comer, Jesus perguntou a Simão Pedro: - Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam? - Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! - respondeu ele. Então Jesus lhe disse: - Tome conta das minhas ovelhas! E perguntou pela segunda vez: - Simão, filho de João, você me ama? Pedro respondeu: - Sim, o senhor sabe que eu o amo, Senhor! E Jesus lhe disse outra vez: - Tome conta das minhas ovelhas! E perguntou pela terceira vez: - Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado três vezes: "Você me ama?" E respondeu: - O senhor sabe tudo e sabe que eu o amo, Senhor! E Jesus ordenou: - Tome conta das minhas ovelhas”.

Neste diálogo vemos o arrependimento de Pedro e o perdão de Jesus. Arrependimento é contrição, profunda insatisfação pela nossa conduta moral. Por isso, o arrependimento leva à aceitação do castigo e à disposição de não repetir o erro. E o perdão de Jesus é um perdão para a ação: cuida das minhas ovelhas!

3. O arrependimento e o perdão: o conselho do apóstolo João nos fala da solução do Eterno para as ofensas e culpas.

“Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade”. (1a. João 1.8-9).

Quando há arrependimento e reconhecimento de ofensas e culpas, o Eterno é fiel e justo para perdoar. Ora, se a comunidade constrói modelos de relações intersubjetivas, o ágape deve ser o paradigma da comunidade que busca a paz, já que esse ágape será transmitido às gerações. E porque na comunidade que busca a paz uma pessoa apoia outra, é necessário pensar a comunidade não somente como organismo, mas como processo que atravessa gerações. Por isso, o reconhecimento de ofensas e culpas e o perdão do Eterno são tão importantes, porque possibilitam a reconstrução dos relacionamentos. E é a partir daí que devemos voltar ao ágape solidário e à parceria com irmãos e irmãs.

Do amigo, Jorge Pinheiro.


jeudi 24 juillet 2014

A passagem

... um pouco de Eternidade para mim e para você

Ele transitou por aqui como um guerreiro. Um guerreiro e sua viagem. Durante o correr de seus dias no chão deste planeta, o que é muito tempo, lutou bravamente com החיים linda e forte. Os dois nus, suados, ele arfando, sob o olhar atento do soldado que lhe fizera aspirar o gás. Ele era um sobrevivente. Deveria ter ido com os outros, durante a epidemia, mas não, continuou vivo. No entanto, sabíamos, estava contaminado: era um transmissor. Não havia o que fazer: ele devia mudar de vagão.

É isso mesmo, para que não contaminasse a todos, devia mudar de vagão. E a passagem é isso: mudar de vagão para que a viagem continue. Então, foi definido que ele e החיים aspirassem naquele quarto o gás que haveria de possibilitar a passagem. E com com eles estava o soldado que os acompanhava na passagem.

Lá pela tarde, entrei no quarto e os vi nus, lutando. Ele disse alguma coisa, com sorriso, alegre, como só ele sabia ser. E eu sai triste, querendo também aspirar o gás. Chorava, me sentindo sozinho, querendo também mudar de vagão.

E foi ai que, sentado naquele corredor, a chorar, atinei que האלוהים הנצחי é infinito em suas percepções. Mas o infinito é uma abstração e dizer que a eternidade é infinita é tautológico, é dizer a mesma coisa pelo avesso. É explicar o que não se conhece usando o que nos é desconhecido.

Talvez pudéssemos dizer que este האלוהים הנצחי é o fundamento das leis e processos que regem os cosmos, personalidade(s) que sem forma se faz presente em todas as dimensões do espaço e do tempo.

Uma das maneiras de se falar de האלוהים הנצחי é dizer que é espírito, essência que se faz presente em toda a vida, interfere na materialidade, embora não seja matéria. Centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração, o que inclui a linguagem da programação e as ferramentas da existência. Ou seja, implica em monitorar a execução do programa, pará-lo, reiniciá-lo, ativar pontos de parada, alterar áreas de memória e, em alguns casos, voltar no tempo. 

Assim, podemos entender melhor a imagem e semelhança, de acordo com a presença e manifestações de האלוהים הנצחי. Aliás, no tocante a imagem e semelhança com האלוהים הנצחי presente e manifesto é preciso compreender que האלוהים הנצחי deve pressupor além do tempo e do espaço, único e infinito em suas percepções. Imagem e semelhança pressupõe ser-meio-eterno, transitório nesta temporalidade -- atraídos por האלוהים הנצחי, por estarmos parte e termos destino: sermos derramados em האלוהים הנצחי.

יפה אורן שם טוב

mardi 22 juillet 2014

Contexto judaico do Novo Testamento


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Contexto Judaico do Novo Testamento
Olá Jorge, shalom de Israel.

Em nosso curso "Contexto Judaico do Novo Testamento" discutimos diversos assuntos que surgem ao ler o Novo Testamento dentro do seu contexto Judaico.

Por exemplo, a leitura intitulada "Evangelho de João, judeus e o judaísmo" discutimos o “anti-judaísmo” no Evangelho segundo João;

Marcos, Lucas e Mateus identificaram os inimigos ideológicos de Jesus como vários subgrupos judaicos (Fariseus, Saduceus, Herodeanos e Escribas), enquanto o autor do Evangelho de João chama todos os inimigos de Jesus de “os Judeus”.
Qual contexto histórico pode explicar esse retrato tão negativo de todos os “Judeus” por outro homem judeu – João, o Evangelista? Como isso se conecta com o fato de que apenas neste Evangelho Jesus declara – “salvação é dos Judeus” e que “os Judeus” são propriedade divina? Alguma coisa está faltando.

Participe conosco de uma jornada emocionante, explorando a Herança Judaica do Novo Testamento. Você ficará impressionado com quanto poderá aprender em menos de 3 meses estudando conosco.
Atentamente,

Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg 
Sobre o autor
Um dos principais professores israelenses de Novo Testamento, o Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg leciona para mais de 10.000 membros do grupo de Estudos Judaicos para Cristãos. Sua equipe multilíngue de palestrantes é composta de algumas das mentes mais brilhantes da atualidade. O Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg é um pesquisador de Culturas Antigas e Diretor do Departamento de Estudos Judaicos. Ele recebeu o seu doutorado em História da polêmica Judaico-Cristã pela Universidade Stellenbosch. O Dr. Eli dedica-se a ajudar as pessoas a redescobrirem o judaísmo de Jesus e do movimento apostólico como um todo. Uma das suas maiores paixões é construir pontes de confiança, respeito e entendimento entre Cristãos e Judeus ao redor do mundo.
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jeudi 3 juillet 2014

A identidade da Jesus


Três coisas que você deve saber
sobre a identidade de Jesus de Nazaré

Apesar de estarem convivendo com Jesus, os discípulos ainda não entendiam bem quem ele era. Mas pela graça, Pedro, Tiago e João tiveram a oportunidade de presenciar um momento maravilhoso, que abriu a possibilidade de compreensão da majestade de Jesus.

Marcos 9.2-8 "Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro, Tiago e João. Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar. A sua roupa ficou muito branca e brilhante, mais do que qualquer lavadeira seria capaz de deixar. E os três discípulos viram Elias e Moisés conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que deveria dizer, pois ele e os outros dois discípulos estavam apavorados. Logo depois, uma nuvem os cobriu, e dela veio uma voz, que disse: Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz! Aí os discípulos olharam em volta e viram somente Jesus com eles".

Ao lado de Moisés, o grande profeta do Antigo Testamento, eles puderam se lembrar da ordem que o povo de Israel recebera: Do meio de vocês o Eterno escolherá para vocês um profeta que será parecido comigo, e vocês vão lhe obedecer. Deuteronômio 18.15. Maior do que Moisés, Jesus é o Profeta prometido e a ele todos nós devemos obedecer.

Ao lado de Elias, um homem tão amado que Deus o escolheu para estar com ele, sem passar pela morte, os três discípulos também puderam se lembrar das palavras do Deus Eterno a Isaías (42.1): O Senhor Deus diz: Aqui está o meu servo, a quem eu fortaleço, o meu escolhido, que dá muita alegria ao meu coração. Pus nele o meu Espírito, e ele anunciará a minha vontade a todos os povos.  Jesus é o escolhido, o Ungido de Deus. Ele é o Cristo.

Porém, mais que Profeta e o Cristo de Deus, Ele é o Filho. Ou, como diz o Salmo 2.7: O rei diz: Anunciarei o que o Senhor afirmou. O Senhor me disse: Você é meu filho; hoje eu me tornei seu pai.

Sim, Jesus é o Filho. E a voz do Deus Eterno, ali no monte da transfiguração, declarou: Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!

Querido irmão e irmã, a este Jesus, que é o Profeta, o Cristo, o Filho, devemos ouvir. Ou seja, devemos obedecer, porque por graça fomos feitos filhos adotivos do amor de Deus. Uma boa semana para todos e todas, do pastor e amigo, Jorge Pinheiro.