lundi 15 septembre 2014

CRISTINA BRANCO, Fado Tango Tour - CATANIA JAZZ XXVIII - 7 MARZO 2011 - ...



Cristina Branco en concert à Gijón, Asturies en août 2007.

Cristina Branco (née le 28 décembre 1972 à Almeirim, Portugal) est une chanteuse portugaise, particulièrement populaire aux Pays-Bas.

Cristina Branco s'intéresse surtout au jazz, au blues ou à la bossa nova et aux formes de musique contemporaine, jusqu'à ce que son grand-père lui offre, pour ses dix-huit ans, un disque d'Amália Rodrigues. Elle y découvre l'émotion du fado.

Elle s'accompagne fréquemment au piano. Au disque comme en concert, elle bénéficie presque toujours de la prestation de Custódio Castelo à la guitare portugaise. Branco et Castelo composent également, des morceaux à la fois résolument modernes et profondément ancrés dans la tradition.

Citation

« Le fado, c'est la vie. Je ne vois pas cette musique comme le destin. Le destin, c'est ce que nous en faisons, ce n'est pas une chose qui arrive par hasard. Je ne crois pas en cette nostalgie. Je pense que le fado parle de la vie, de celle qui existait dans les années 1940 et 1960, mais aussi qui existe en 2003. Il ne s'agit plus de parler des clichés de la société portugaise, de la mer, des marins, des découvreurs qui partaient et des femmes restées seules à pleurer. Le fado représente beaucoup plus que ça, c'est parler d'aujourd'hui, de la guerre s'il le faut. »

Cristo, a centralidade de nossa ação política

A centralidade do Cristo
e a ação política cristã
Jorge Pinheiro

Qual o papel dos cristãos protestantes numa sociedade em crise?
Em Cristo, a centralidade da ação e fé reformada é a solução para os problemas brasileiros?
  
I. Três questões que devem ser levadas em conta

(1) A revolta generalizada do brasileiro urbano contra a atual situação em que vive grande parte da população. Por isso, somos exortados à reforma radical, no sentido protestante, diante do grito de revolta de uma população que desperta para a consciência de que a exclusão de bens e possibilidades não é uma situação irreversível e permanente. 

(2) As manifestações e mobilizações apontam para aquilo que Tomás de Aquino afirmava: “há um mínimo de condições exigidas para a prática da virtude”. Assim, a existência de vidas em condições desumanas, injustas, inferiores, leva milhões de brasileiros à prática de atos contrários aos padrões morais.

(3) O Brasil quer definir sua identidade enquanto nação.


II. Reformas e resistência à mudança social no Brasil

O Brasil não enfrenta um problema de subdesenvolvimento, mas outro, mais complexo, que é o do desenvolvimento desigual.

A resistência à mudança no Brasil localiza-se predominantemente na natureza patrimonialista de um país que repousa sobre o pensamento arcaico. E tal pensar não está apenas nas zonas rurais tradicionais – do Nordeste e outras regiões --, mas dentro do próprio Brasil urbano.

Diante de tal situação, qual a missão da juventude protestante? Será possível uma resposta coerente, que apresente saídas para os grandes dilemas brasileiros?

A situação brasileira se insere num contexto mundial, que é fruto das transformações sociais e dos imperativos morais e religiosos decorrentes da ampla utilização da ciência aos meios de produção. Em última instância, a técnica é boa pois modifica as condições de vida das pessoas, mas, paradoxalmente, virou o mundo de ponta cabeça.

Somos exortados a viver a reforma radical, no sentido protestante, em marcha, já que não é mais possível tolerar a exclusão de possibilidades de milhões de brasileiros.

Os jovens protestantes não podem divorciar-se da luta pela justiça. E essa luta traduz ao nível do real atributos do próprio Cristo, já que ele fez do brasileiro administrador e não dono absoluto deste quase continente. Esse Cristo redentor e santificador lança sobre nós o desafio do Brasil, já que é impossível adotar a criança da manjedoura e esquecer a realidade, colocar-se sob a cruz e esquecer a sociedade em que vivemos.

A vida é o primeiro passo para a construção de uma centralidade do Cristo. Vamos ler Lucas 4. 16-21.

Temos aqui o programa ministerial de Jesus. E no texto, Lucas destaca os quatro pontos programáticos de Jesus Cristo: anunciar uma nova ordem aos excluídos de bens e possibilidades; proclamar a libertação aos deserdados da terra; restaurar a vida dos que estão sendo ceifados pelas enfermidades; e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Ora, se os três primeiros itens do programa se referem aos aspectos materiais da vida humana, sobre o que trata o quarto item? Ao compromisso, a opção por estar na trincheira ao lado daqueles que lutam por dignidade e justiça.

Aqui, está, à maneira protestante radical, as sementes para uma centralidade do Cristo em nossas vidas e na vida da nação.

E podemos tirar dez conclusões desta abordagem profética.

(1) A nossa fé deve interpretar a condição humana à luz do propósito de Cristo. (2) Somos porta-vozes de Cristo para condições específicas. (3) Somos jovens reformados em ação. (4) Somos jovens do povo de Cristo e de nosso tempo. (5) Exercemos uma ação política à luz da compreensão do destino do povo de Cristo. (6) O propósito básico de nossa pregação social é a aliança no sangue do Cristo. (7) Amor e integridade, justiça e juízo são importantes para a estrutura política, para a religião organizada e para a organização e instituições econômicas da nação. (8) Nosso compromisso é com Cristo. (9) Cristo participa dos combates pela justiça, é a centralidade de nossa ação. (10) Hoje, somos desafiados, na centralidade do Cristo, a enfrentar os dilemas destes dias.
  
III. Cristo, a centralidade da reforma radical

Se os jovens protestantes colocam-se na brecha social e consideram fundamental participar da vida real do país, em que sentido podemos falar da centralidade do Cristo numa reforma radical da sociedade brasileira?

O que significa, em última instância, a centralidade do Cristo?

Teologicamente, fazemos a proclamação da soberania de Cristo, depositando sobre os ombros de nossa juventude a tarefa de aceitar o desafio do momento, a fim de demonstrar a evidência da ação do Cristo no mundo.

O perigo é, em meio às rápidas transformações sociais, ficar atrás em nosso pensamento social e pregar um evangelho que não seja compreensível e adequado às necessidades da sociedade em mudança.

O papel dos jovens protestantes numa sociedade em crise é seguir os passos de Cristo, amante apaixonado dos excluídos de bens e possibilidades.

E atenção, juventude

Cristo é a centralidade para a solução dos problemas brasileiros porque sob sua soberania está nossa ação política, a favor do brasileiro e da vida, na reforma permanente do reinar de Deus. E neste que fazer, o fazemos todos, juntos a partir de nosso atuar transformador.