lundi 24 décembre 2018

Pinheiro, uma saga de sobrevivência


סיפורי סבתא אסתר
נערות ונערים ... אני עומד לספר לך את הסיפור על סבתא אסתר, חצי אגדה, חצי זיכרונות, שיש בהם ספרים. היא נולדה ב -1638. שמה של אמה היה רחל פנחיירו, מאמסטרדם, עיר הולנדית, אך שמה של אביה אינו ידוע לנו.
כמו כל הנשים במשפחה, היא לא היתה גבוהה, אולי מטר ושמונים. עם עיניים שחורות, שיער מתולתל ועור כהה, היא יכלה לקרוא ולכתוב בשלוש שפות, ספרדית, הולנדית ואנגלית, אבל היא שיננה את תפילותיה כדי שלא יהיו לה ספרים דתיים בבית, אם כי שמרה כמה סיפורים ישנים כמו ג'ודיט אסתר. בין המסורת הוא הדליק את הנרות בתחילת השבת ובימים שנקבעו בחוק, והתפלל בלאדינו, במסגרת המסורת העתיקה של הסנסקריט, ובהם תפילת ראש השנה.

Histórias da vovó Ester

Meninas e meninos... Vou contar para vocês a estória da vovó Ester, meio lenda, meio memórias, que estão meio em livros por aí. Ela nasceu em 1638. Sua mamãe se chamava Raquel Pinheiro, de Amsterdã, uma cidade holandesa, mas o nome do papai dela a gente não sabe qual era.


Como todas as mulheres da família ela não era alta, tinha talvez um metro e sessenta. De olhos negros, cabelos cacheados e pele morena, sabia ler e escrever em três idiomas, espanhol, holandês e inglês, mas memorizava suas orações, para evitar ter livros religiosos em casa, embora guardasse a sete chaves algumas histórias antigas como as de Judite e Ester. Entre as tradições que mantinha, acendia as velas no início do shabat e nos dias prescritos pela Lei. Orava em ladino, dentro da antiga tradição marrana, entre as quais uma oração de Rosh haShana, o “Sakrifisyo de Ishak”:


“Abastado sea, Eterno Dios,
El sakrifisyo de Ishak
Ke por ser el su amado
Avraam lo entrego en korban,
Desterrado”.



Manteve, assim, na família os costumes sefaraditas e a identidade judaica.


A vovó Mariana contava que a vovó dela dizia que vovó Ester tinha um sorriso todo especial. Quando sorria metade dos desafios caiam por terra, derretia gelos e apagava fogueiras. Mas era, sobretudo, muito sábia, perspicaz. Certa vez quando visitava o porto de Boston, em conversa com o juiz Andrew Wiggin, este lhe perguntou o que uma senhora fazia ali no cais, entre escravos e homens rudes. E a vovó respondeu:


-- Estou construindo caminhos para as minhas netas.



Ela casou-se com seu primo Isaque, o vovô, em 27 de janeiro de 1656, em Amsterdã. O vovô contou, em 1708, que o pai dele e uma irmã moravam em Amsterdã, por isso a gente acredita que esses primeiros membros da família Pinheiro participaram do êxodo marrano para a Holanda que ocorreu durante a primeira metade do século XVII. Para entender o que significa marrano, vamos contar um pouco da história da Espanha. Depois que os cristãos espanhóis conseguiram expulsar os mouros, no século XIV, eles resolveram acabar com toda a presença não católica que ainda havia na Espanha. Ora, os judeus viviam na Espanha desde o século IV e tiveram uma presença próspera e bem sucedida na península ibérica.


Depois da expulsão dos mouros, a igreja católica exigiu que os cerca de 400 mil judeus se convertessem ou deixassem o país. Esse, porém, não foi um processo pacífico. Aconteceram levantes contra os judeus, sendo o maior deles o de 1391. O resultado dessa perseguição levou 250 mil judeus a aceitarem a conversão forçada. Passaram então a ser conhecidos como “cristãos novos” ou marranos, palavra que vem do árabe e significa porco.


Como muitos desses marranos continuaram a praticar o judaísmo em segredo, os reis católicos trouxeram para a Espanha, em 1478, o Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição, para avaliar e julgar se os cristãos convertidos eram fiéis ou não. A partir daí começou uma perseguição terrível contra os marranos. O que levou milhares deles a fugirem da Espanha, indo então para a Holanda e outras regiões onde a perseguição não tinha chegado. Assim, as famílias da vovó e do vovô fizeram parte do êxodo marrano em direção à Holanda.


Mas de Amsterdã o vovô foi para em Nova York, onde trabalhou como importador-exportador e teve dois sócios Levi Moisés Gomes e Abraão Bueno de Mesquita. Em 1708 mudou para Névis, uma ilha do mar do Caribe, situada perto da extremidade norte do arquipélago das Antilhas.


Para a gente entender a garra da vovó Ester, vou contar um pouco da história de Névis. No início do século XVII, Névis era a “rainha do Caribe”: produzia e exportava tabaco, dando um lucro danado aos ingleses. Mas, em 1628, em consequência de uma guerra entre a Grã-Bretanha e a Espanha, os espanhóis invadiram as ilhas da região e mandaram os ingleses e franceses de volta para seus países. Anos mais tarde foi assinado um tratado, em 1630, e as ilhas foram devolvidas aos ingleses. Em 1640, Névis, assim como St. Kitts passaram a produzir cana de açúcar e a prosperidade deslanchou. Por volta de 1660, Névis era a colônia mais rentável da Inglaterra, superando as treze colônias norte-americanas. Mas isso fez de Névis e também de St. Kitts alvos dos piratas e de várias nações européias.


Em 1690, um terremoto e um tsunami destruíram a cidade de Jamestown. A cidade afundou no mar e a terra se moveu pelo menos 100 metros a oeste. A capital foi então transferida para o sul, para Charlestown, e o comércio do açúcar voltou a crescer.


Saint Kitts foi devastada na virada do século. Os franceses atacaram as tropas britânicas em 1705 com mais de oito mil soldados, derrotando os mil soldados aquartelados na ilha. Durante oito anos os franceses ocuparam St. Kitts, até assinatura do tratado de Utrecht, em 1713. Com o total controle sobre a ilha, os ingleses transferiram a capital para Basseterre em 1727 e mais uma vez a produção de açúcar decolou.


St. Kitts cresceu e exportou muito, mas Névis entrou em declínio. A monocultura e a erosão devido à inclinação do solo levaram a produção açúcar cair continuamente. E foi nesse contexto de prosperidade, desafios e declínio econômico das Índias Ocidentais, mas em especial de Névis, que viveu vovó Ester.


A primeira referência documentada que temos da vovó Ester é da época em que morava com o vovô em Nova York, quando comprou do governador Lord Cornbury uma escrava chamada Bastiana e que lhe custou quarenta libras. Sabemos que a vovó, principalmente quando morou em Névis, teve muitos escravos. A vovó Ester via a escravidão dos negros como realidade ligada à produção. Embora fosse uma revolucionária ao nível das relações mulher/ homem, da família, não conhecemos por parte da vovó nenhuma crítica à escravidão negra. Talvez porque sua concepção era a da conquista de direitos. Sim, vovó era uma mulher da sua época, com virtudes e defeitos. Mas, queridas netas, vamos aprender com as virtudes dela e ir além de seus erros. Justiça é a palavra que deve nortear nossas ações.


A segunda referência documentada que temos da vovó Ester é um recibo de mercadorias transportadas para Levi Moisés Gomes de Nova York por conta da senhorita Anne Levermore. Este recibo foi assinado em 20 de fevereiro de 1707. Não sabemos para onde as mercadorias foram enviadas. A vovó Ester estava em Nova York na época da compra das mercadorias. É importante dizer que Nova York fora fundada algumas décadas antes como um posto de troca comercial por judeus holandeses, em 1624, que tinham vivido antes em Pernambuco, no Brasil. Mas, o certo é que a vovó Ester emigrou para Névis no ano seguinte e aparece como residente na ilha no censo que foi feito em março de 1708.


Quando o vovô morreu, em 17 de fevereiro de 1710, ela escolheu duas pessoas para executarem o testamento do vovô em Nova York. Através de carta nomeou Rip Van Dame e Luís Gomez, que também eram comerciantes, a fim de acertarem as contas do vovô Isaque no Citty Said de Nova York e para receber dos devedores.


Depois da morte do vovô, a vovó Ester Pinheiro virou uma comerciante super bem-sucedida. Tinha plantações de açúcar, importava produtos da Europa e fazia o comércio de sal, melaço, madeira e peixe. Há vários registros sobre as atividades comerciais dela em Névis, entre os anos de 1708 e 1723. Que ela tinha grandes planos não há dúvidas, pois nos anos de 1716, 1717 e 1718 fez várias visitas aos portos de Boston e Nova York Mulher porreta era a vovó. E entre 1720 e 1728, imaginem, comprou três navios, "Samuel", "Abigail" e "William", em sociedade com um comerciante não judeu de Boston. E depois comprou um quarto navio, "Ester", em sociedade com comerciantes judeus de Boston e Névis. E, assim, seus quatro navios levavam as mercadorias comercializadas pela vovó do porto de Névis para Barbados, Boston, Rhode Island, Madeira e Londres. E de cada um desses portos trazia outros produtos.


Não sabemos exatamente o dia, mês e ano da sua morte, mas seu testamento foi lido em St. Kitts em 1733 ou 1734. A partir do censo de Névis e dos testamentos do vovô e da vovó, sabemos que eles tiveram cinco filhos, dois meninos, Jacó e Moisés, e três meninas, Sara, Rebeca e Judite.


O extraordinário na vida da vovó foi a ruptura com a aceitação da servidão feminina, já que esta era a regra do olhar masculino, mesmo para um juiz como Andrew Wiggin. Ele e os cristãos da época achavam que a mulher era para dentro de casa. Mas diferente das outras tradições religiosas, vovó foi buscar nas leituras dos livros antigos a compreensão de que a mulher não é a santa do lar. E como conta o livro de Judite, deve decapitar os Holofernes que ameaçam a construção de um futuro de liberdade.


De pé ao lado do leito, movendo em silêncio os lábios, ela orou com lágrimas a Deus, dizendo: Senhor, Deus de Israel, dai-me força. Olhai agora o que vão fazer minhas mãos, a fim de que, segundo a vossa promessa, levanteis a vossa cidade de Jerusalém, e eu realize o que acreditei ser possível graças a vós. Dizendo isto, aproximou-se da coluna que estava à cabeceira do leito e tomou a espada que ali estava pendurada; desembainhou-a e, tomando os cabelos de Holofernes, disse: Senhor, dai-me força neste momento! Feriu-o duas vezes na nuca e decepou-lhe a cabeça. Desprendeu em seguida o cortinado das colunas, e rolou por terra o corpo mutilado. Feito isto, saiu e deu à sua serva a cabeça de Holofernes para que a metesse no saco. Depois saíram ambas, como de costume, como se fossem para a oração. Atravessaram o acampamento, contornaram o vale e chegaram às portas da cidade. (Judite 13.6-12).


E, assim, como Judite, parecia entender que tal postura não é uma necessidade apenas familiar, mas ação cultural e social.


Por isso, vovó Ester entendeu, mesmo sendo mãe de cinco filhos, que a maternidade não era destino sacrossanto, mas desafio na construção de descendentes livres, capacitados, por sua vez, a transmitir consciência e liberdade às gerações futuras. Nesse sentido, o afeto é conquistado, não é destino, e tanto a maternidade quanto a paternidade são relações paritárias.


A vovó Ester e o vovô Isaque viveram como marido e mulher até que o Eterno levou o vovô para o lugar além de todo o mal. Mas, para realizar seus projetos, em momentos distintos viveram em cidades diferentes. Aliás, quando o vovô morreu, ele vivia em Nova York e ela em Névis. Isso mostra que a esfera doméstica não regeu com vara de ferro a relação entre vovó e vovô. O lar, muitas vezes locus político de opressão da mulher, estava submetido ao projeto maior da vida dos dois: serem livres na nova sociedade das Índias Ocidentais e serem cooperadores entre si.


Vovó Ester entendia que ser mulher ia além de qualquer divinização da maternidade e da escravidão às tarefas do lar a que as mulheres cristãs estavam destinadas. Ser mulher não era ser rainha de coisa alguma, mas ser pessoa que olha e age para além dos preconceitos de uma época. É ser Judite, mulher engajada na luta de seu povo, que usa as armas possíveis. Podem ser olhos negros sagazes. Podem, é claro. Pode ser o sorriso que derruba barreiras? Pode, é claro. Mas é, sobretudo, a consciência de futuro – que abre caminhos para as netas – que fez de Ester essa vovó tão especial.


Queridas netas, a vovó Ester construiu uma história de garra e talvez suas histórias ajudem vocês a construírem um mundo ainda mais impressionante.


As estórias estão meio aqui


Doop Trouwen Begraafboeken (DTB). In the Gemeentearchief of Amsterdam.
Faber, Eli, Jews, Slaves, and the Slave Trade: Setting the Record Straight. New York: New York University Press, 1998.
Hershkowitz, Leo, Wills of Early New York Jew, 1704-1740. American Jewish Historical Society Quarterly, 1966, Vol. 55 (3), pp. 319-363.
King's Bench and Common Pleas of Nevis
Marcus, Jacob, The Colonial American Jew 1492-1776, Volume I. Detroit: Wayne State University, 1970.
Oliver, Vere Langford, editor, Caribbeana: Being Miscellaneous Papers Relating to the History, Genealogy, Topography, and Antiquities of the British West Indies, 6 Volumes. London: Mitchell Hughes and Clarke, 1919.
Pool, David de Sola, Portraits Etched in Stone: Early Jewish Settlers, 1682-1831. New York, 1952, Columbia University Press.
Sachar, Howard, Farewell Espana: The World of the Sephardim Remembered. New York, 1994, Vintage Books.
Stern, Malcolm, Some Notes on the Jews of Nevis, American Jewish Archives, 1958, 10(2):151-159.
Swetschinski, Daniel, Conflict and Opportunity in "Europe's Other Sea": The Adventure of Caribbean Jewish Settlement, American Jewish History, 1982, Volume LXXII (2):212:240.


E meio nas memórias das famílias.






THE PINHEIRO FAMILY TREE

(Selecting any of these individuals will link you to their bio)

1 Pinheiro, Abraham Madrid and Amsterdam Spouse: ? 1.1 Pinheiro, Sarah Curacao Spouse: Dagama, Isaac 1.2 Pinheiro, Rachel Amsterdam 1.3 Pinheiro, Isaac (1636 - 1710) Madrid and Amsterdam Spouse: Pinheiro, Ester (Esther) (1638 - c.1734) daughter of Rachel Pinheiro of Amsterdam 1.3.1 Pinheiro, Abraham (? - bef. 1708) 1.3.2 Pinheiro, Jacob (after 1687 - ?) 1.3.3 Pinheiro, Sarah 1.3.4 Pinheiro, Rebekah 1.3.5 Pinheiro, Judith 1.3.6 Pinheiro, Moses (1695 - 1755), 60 years Spouse: ----------, Lunah (1702 - 1770), 69 years 1.3.6.1? Pinheiro, Isaac (1721 - 1795), 74 years 1.3.6.2? Pinheiro, Abraham (1726 - 1755), 29 years Spouse: ----------, Rebecca (1712 - 1768), 56 years, widow of Abraham 1.3.6.3? Pinheiro, Jacob (1729 - 1803), 74 years Spouse: ----------, Hanah (1727 - 1818), 91 years, widow of Jacob 1.3.6.3.1 Pinheiro, Lunah (1751 - 1824), 73 years, d. of Jacob 1.3.6.3.2 Pinheiro, Jael (1760 - 1831), 71 years, d. of Jacob 1.3.6.4? Pinheiro, Rachel (1737 - 1822), 85 years, spinster 1.3.6.5? Pinheiro, David (1734 - 1781), 47 years Spouse: ----------, Jael (1749 - 1782), 33 years, widow of David 1.3.6.5.1 Pinheiro, Moses (1775 - 1831), 56 years, son of David Spouse: ----------, Leah (1756 - 1852), 96 years, widow of Moses 1.3.6.5.1.1 Pinheiro, David 1.3.6.5.1.2 Pinheiro, Jael (? - 1848) Spouse: Pass, Daniel (? -1833) 1.3.6.5.1.2.1 Pass, Leah PINHEIRO





BIOGRAPHIES


This is the story of the Pinheiro family of Nevis and Barbados as told by the biographies of its individual members. These bios may be read in order, by generation, or you can skip to individuals using the family tree or the "find" command of your browser. If you have any additional information on the Pinheiro family, I would love to hear from you. 

FIRST GENERATION IN THE WEST INDIES SECOND GENERATION IN THE WEST INDIES THIRD GENERATION IN THE WEST INDIES FOURTH GENERATION IN THE WEST INDIES ADDITIONAL PINHEIROS NOT LINKED TO THIS TREE FIRST GENERATION IN THE WEST INDIES ISAAC PINHEIRO (1636 - 1710) ISAAC PINHEIRO was born in Madrid, Spain in 1636 (Doop Trouwen Begraafboeken (DTB) 682:374). He was married to ESTHER PINHEIRO (a cousin?) on January 27, 1656 in Amsterdam (DTB 682:374). The presence of his father and sister in Amsterdam according to his will written in 1708 indicates that the PINHEIROs likely took part in the marrano exodus to the Netherlands that occurred during the first half of the seventeenth century (Sachar 1994:285). ISAAC became a freeman in New York on February 2, 1695, but by 1708 had made his way to Nevis (Marcus 1970:99, Stern 1958:158). The first record of his family's presence on Nevis was the census taken in March of that year (Oliver, Volume 3:173-179). According to the census the PINHEIRO household consisted of two white males, four white females, and nine blacks. From his will written the following year we can surmise that the members of the family listed were likely ISAAC, his youngest son MOSES, his wife ESTHER, and their three daughters, SARAH, REBEKAH, and JUDITH. His eldest son JACOB (or perhaps even ISAAC himself) was not present at the time of the census. ISAAC was a merchant and together with LEWIS MOSES GOMES served as the New York agent of ABRAHAM BUENO DE MESQUITA (also of Nevis) (Stern 1958:158). In fact, he was in New York when he died on February 17, 1710. He was buried in the Chatham Square cemetery of New York's Congregation Shearith Israel (Stern 1958:158; Pool 1952:453). On November 21, 1855 his grave was transferred to the Twenty-first Street burial Ground. All that was legible of his stone was ISAAC PINH- and the date 1710 (he was initially incorrectly identified as Isaac Pinhas) (Pool 1952:453). ISAAC left a will dated November 12, 1708 that was proved in Nevis and probated in New York on April 12, 1711. ISAAC'S PARENTS AND SIBLINGS According to his will, ISAAC's father was ABRAHAM PINHEIRO of Amsterdam. His sister RACHEL PINHEIRO was also a resident of Amsterdam. His other sister SARAH lived on Curacao with her husband ISAAC DAGAMA. ESTER (ESTHER) PINHEIRO (1638 - c. 1734) ESTHER was born in 1638 (DTB 682:374). She married ISAAC PINHEIRO (a cousin?) on January 27, 1656 in Amsterdam (DTB 682:374). By February of 1706/7 she was in New York. The first reference to her presence there is the record of her purchase of the slave woman Bastiana from Lord Cornbury for forty pounds on February 13, 1707 in New York (Pool 1952:454). The second is a receipt of goods shipped by ESTHER PINHEIRO to LEWIS MOSES GOMES of New York on the account of MRS. ANNE LEVERMORE (Common Records of Nevis 1707-1728).




This receipt is was signed a mere seven days later in New York on February 20, 1706/7. It is unclear from the deteriorated record where the goods were shipped from and when the receipt was entered into the Nevis register. Likely Esther was still in New York at the time of the delivery and had the receipt entered into the records upon her arrival on Nevis. She emigrated to Nevis some time during the following year as she was recorded in the island's census taken in March of 1707/8 (Oliver, Volume 3:173-179). At the time of her husband's death on February 17, 1710, she appears to have been on Nevis for as the executor of his will she sent a letter to New York from Nevis dated April 19, 1710. In this letter she appointed RIP VAN DAME and LUIS GOMEZ of the city of New York, merchants, as her attorneys in order to settle ISAAC's accounts "in the Said Citty [sic] of New York or any other part thereunto adjacent" (Hershkowitz 1966:338, 341). After ISAAC's death, ESTHER was a successful merchant, landowner, and an active member of the Nevis Jewish community. She frequently appeared in the court records between 1708 and 1723 collecting debts owed her for goods delivered (Kings Bench and Common Pleas 1705-1716, 1715-1723). In 1716, 1717, and 1718 she was not an infrequent visitor to the ports of Boston and New York (Marcus 1970:99). Between 1720 and 1728 she owned the ships the "Samuel", the "Abigail", and the "William" in partnership with a non-Jewish Boston merchant (Faber 1998:102). She also owned the "Esther" in partnership with non-Jewish merchants in Boston and Nevis (Faber 1998:102). The ports to which these ships sailed included Nevis, Barbados, Boston, Rhode Island, Madeira, and London (Faber 1998:102). The last known record that mentions ESTHER is a receipt dated February 1st, 1730/31 (Common Records of Nevis 1728-1746). The date of Esther's death is not known, but her will was filed on St. Kitts in 1733/34. ESTHER'S MOTHER ESTHER'S mother was RACHEL PINHEIRO of Amsterdam according to the record of her marriage in 1656 and ISAAC's will of 1708 (DTB 682:374; . Her father is presently unknown. THE CHILDREN OF ISAAC AND ESTER According to ISAAC's will, ISAAC and ESTER had five children: ABRAHAM, JACOB, MOSES, JUDITH, REBEKAH, and SARAH. The eldest son ABRAHAM was deceased when ISAAC wrote his will in 1708. No additional information is available on their daughters. Their sons JACOB and MOSES, though, appear occasionally in the records of Nevis (see below). SECOND GENERATION IN THE WEST INDIES JACOB PINHEIRO (after 1687 - ?) JACOB may, or may not be, one of the male members of the PINHEIRO household indicated in the 1708 census. According to his father's will of 1708, JACOB had not yet reached the age of twenty-one in that year indicating that he was born after 1687. He and his brother MOSES appear to have come along rather late in ISAAC and ESHER's lives. Were they possibly adopted? In 1712 he appeared in a court record with his mother ESTER (Stern 1958:158). In 1719 JACOB, whose occupation was given as "merchant" took his brother MOSES to court in order to have partitioned the estate in St. John's parish that they were given jointly in ISAAC's will (King's Bench and Common Pleas 1715-1723). The court ruled that the plantation was to be divided. In other court records between 1715 and 1723, JACOB was described as a "planter" (Kings Bench and Common Pleas 1715-1723). JACOB is last recorded in the Common Records of Nevis of 1734-1737. In one of the entries from these years his place of residence is given as St. Kitts. The remainder of JACOB's life is undocumented. Unlike his brother MOSES, JACOB does not appear to have gone to Barbados, but rather he may have settled in Jamaica as a JACOB PINHEIRO appears in a 1745 list of Jewish households in Kingston, Jamaica (Faber 1998:192). MOSES PINHEIRO (1695 - 1755) LUNAH PINHEIRO (1702-1770) MOSES was most likely one of the male members of the Pinheiro household indicated in the 1708 census. According to his father's 1708 will MOSES had not yet reached the age of eighteen in that year indicating that he was born after 1690 (1695 according to his gravestone). He and his brother JACOB appear to have come along rather late in ISAAC and ESHER's lives. Were they possibly adopted? In 1719 his older brother JACOB took him to court in order to have partitioned the estate in St. John's parish that they were given jointly in ISAAC's will (King's Bench and Common Pleas 1715-1723). According to this document, MOSES was a "planter" by trade. The court ruled that the plantation was to be divided. MOSES appeared in additional court cases between 1715 and 1723 (King's Bench and Common Pleas 1715-1723). By 1726, though, MOSES had moved to St. Michael's parish, Barbados, and had married his wife LUNAH. On November 22, 1726 MOSES and LUNAH appointed his mother ESTER as their lawful attorney to carry out their interests on Nevis (Common Records of Nevis 1707-1728:646). The only additional references to MOSES on Nevis are land records dated 1737, 1738, and 1754. MOSES PINHEIRO died on Barbados on July 14, 1755. His gravestone recorded in English, Hebrew, and Portuguese with a carving of a tree chopped down, is in the cemetery of the synagogue at Bridgetown (Shilstone 1956:151). MOSES' wife LUNAH, who died on March 17, 1770, is also buried at Bridgetown (Shilstone 1956:155). THIRD GENERATION IN THE WEST INDIES The links between the second and third generations of PINHEIROs on Barbados are not documented. But as MOSES and LUNAH were the first, and only PINHEIROs, of their generation to emigrate to Barbados, we can assume that the PINHEIROs of this generation are in fact their children. The birth dates, naming pattern, and the transference of land on Nevis, all substantiate this conclusion. ISAAC PINHEIRO (1721 - 1795) After the death of ESTER PINHEIRO, Barbados replaced Nevis as the geographical center of the PINHEIRO family. In fact, after the reference in 1754 to land owned by MOSES PINHEIRO, no mention of the PINHEIROs is found in the public records of Nevis until that same piece of property is attributed to an ISAAC PINHEIRO, of Barbados, in 1776 (Common Records of Nevis 1776-1777:455-458). It would appear that ISAAC inherited this piece of land after MOSES' death in 1755. Two ISAAC PINHEIROs are recorded in the burial register of the Barbados Jewish community. As one of these ISAACs was not born until 1775, we can rule him out as the owner of the Nevis property in 1776. The second ISAAC is a much better fit. Born in 1721, he was 74 years of age when he died on November 9, 1795 (Shilstone 1956:173). The relationship of this ISAAC to MOSES PINHEIRO is not clear, but his age and the fact that he appears to have inherited MOSES' Nevis property would indicate that he is likely the eldest son of MOSES and LUNAH PINHEIRO named after his paternal grandfather. The entry of his death in the burial register of the Barbados community and the record of his land ownership on Nevis are presently the only references known to ISAAC PINHEIRO. ABRAHAM PINHEIRO (1726 - 1755) REBECCA PINHEIRO (1712 - 1768) Their adjacent burial stones in the Jewish cemetery in Bridgetown and the entries of their deaths in the burial register of the Barbados community are all that are known of ABRAHAM and REBECCA PINHEIRO. His date of death is given as March 5, 1755, and hers as October 31, 1768 (Shilstone 1956:152-153). ABRAHAM is likely a son of MOSES and LUNAH PINHEIRO named after his paternal great grandfather. JACOB PINHEIRO (1729 - 1803) HANAH PINHEIRO (1727 - 1818) The deaths of JACOB and HANAH PINHEIRO are recorded in the burial register of the Barbados Jewish community. His date of death is given as March 31, 1803, and hers as June 6, 1818 (Shilstone 1956:173, 175). HANAH was recorded as a Barbados slaveholder in 1817 (Faber 1998:227). JACOB and HANAH had two spinster daughters LUNAH (1751-1824) and JAEL (1760-1831). Miss LUNAH and Miss JAEL were both listed as Jewish inhabitants of Bridgetown, Barbados in 1810, 1815, and 1818 (Faber 1998:223). An 1814 document indicates that JAEL owned a piece of land near the burial ground in Bridgetown (Shilstone 1956:xxxii). LUNAH and JAEL were also recorded as Barbados slaveholders in 1817 (Faber 1998:227). LUNAH died on May 22, 1824 and JAEL followed seven years later on August 11, 1831 (Shilstone 1956:175, 176). RACHEL PINHEIRO (1737 - 1822) RACHEL PINHEIRO owned a piece of land near the Bridgetown Jewish cemetery according to an 1814 land transaction (Shilstone 1956:xxxii). She was listed amongst the Jewish inhabitants of Bridgetown in 1798, 1810, 1815, and 1818 (Faber 1998:223) and was recorded as a slaveholder in 1817 (Faber 1998:227). Her relationship to the other PINHEIROs is not clear, but her date of birth and name indicate that she may have been a daughter of MOSES and LUNAH PINHEIRO. RACHEL died a spinster on June 4, 1822 (Shilstone 1956:175). DAVID PINHEIRO (1734-1781) JAEL PINHEIRO (1749 - 1782) Their adjacent burial stones in the Jewish cemetery in Bridgetown and the entries of their deaths in the burial register of the Barbados community are all that is recorded of DAVID and JAEL PINHEIRO. His date of death is given as November 23, 1781, and hers as June 2, 1782 (Shilstone 1956:125-126). Although his relationship to the other PINHEIROs is not clear, DAVID's date of birth and the naming of his son MOSES indicate that he was likely a son of MOSES and LUNAH PINHEIRO. FOURTH GENERATION IN THE WEST INDIES MOSES PINHEIRO (1775 - 1831) LEAH PINHEIRO (1756 - 1852) MOSES PINHEIRO's entry in the burial register of the Barbados Jewish community identifies him as a son of DAVID PINHEIRO (Shilstone 1956:62). As the PINHEIRO family demonstrates a naming pattern in which children are named after grandparents, he was likely the grandson of MOSES PINHEIRO, the youngest son of ISAAC and ESTER PINHEIRO of Nevis. MOSES was listed amongst the Jewish inhabitants of Bridgetown, Barbados in 1798, 1810, 1815, and 1818 (Faber 1998:223) and he was recorded as a Barbados slaveholder in 1817 (Faber 1998:227). On September 26, 1831, MOSES wrote up his final will and testament. In it he divides his estate amongst his wife LEAH, his son DAVID, his daughter JAEL (wife of DANIEL PASS), his granddaughter LEAH, and others. MOSES died on November 22, 1831 and was buried in the Jewish cemetery at Bridgetown (Shilstone 1956:62). LEAH died twenty-one years later on July 6, 1852 and is identified in the burial register as the widow of MOSES PINHEIRO (Shilstone 1956:178). A copy of MOSES' will was sent to Nevis in 1845 by the executor of his estate (Common Records of Nevis 1840-1846:721). This action indicates that MOSES still held interests or accounts on Nevis. Most likely MOSES had inherited the piece of land that had been passed from his grandfather MOSES PINHEIRO to his uncle ISAAC PINHEIRO. From 1776 to until 1862 this parcel of land is referred to as belonging to the "Heirs of Pinheiro." When it finally passes out of the PINHEIRO family in 1862 it is again attributed to MOSES PINHEIRO (Common Records of Nevis 1859-1869). In all likelihood the estate of the MOSES PINHEIRO who died in 1831 had been settled by 1862, in which case the MOSES who finally oversees the land sale is likely the grandson of this MOSES by his son DAVID. FIFTH GENERATION IN THE WEST INDIES DAVID PINHEIRO In 1831 DAVID PINHEIRO is mentioned in the will of his father MOSES PINHEIRO (Common Records of Nevis 1859-1869). No additional information is available for DAVID. We might assume that the MOSES PINHEIRO who the lands on Nevis were attributed to in 1862 was his son. JAEL PINHEIRO (? - 1848) DANIEL PASS (DANIEL DE NAPHTALI PASS DE LEON) (? -1833) JAEL, the daughter of MOSES and LEAH PINHEIRO, married DANIEL PASS prior to 1831. They had a daughter LEAH, named for her grandmother. DANIEL (a son of NAPHTALI PASS), had been previously married on October 20, 1819 to SARAH MOSES DE CASTRO, who died on September 3, 1820 (Shilstone 1956:175). It appears that SARAH died after having given birth to MIRIAM HANAH (MARY ANN) PASS who died December 3, 1821 and is identified in the burial register as the "child of DANIEL PASS aged 3 months and 8 days" (Shilstone 1956:175). It is not clear whether the child NAPTHTELI PASS who died on October 5, 1829 and who was also identified as a "child of DANIEL PASS" was a son by SARAH or JAEL (Shilstone 1956:176). Likewise we can not be sure who the mother was of MOSES PASS who died at an undisclosed age February 1, 1832 and was identified as a "son of DANIEL PASS" in the burial register (Shilstone 1956:177). If his name is any indication, he is likely a son of JAEL named for her father MOSES PINHEIRO. DANIEL PASS died in December of 1833 (Shilstone 1956:177). JAEL died fifteen years later on November 19, 1848 and is identified in the burial register as the widow of DANIEL PASS and daughter of MOSES PINHEIRO (Shilstone 1956:178).





SOURCES Common Records of Nevis Doop Trouwen Begraafboeken (DTB). In the Gemeentearchief of Amsterdam. Faber, Eli 1998 Jews, Slaves, and the Slave Trade: Setting the Record Straight. New York: New York University Press. Hershkowitz, Leo 1966 Wills of Early New York Jew, 1704-1740. American Jewish Historical Society Quarterly, Vol. 55 (3), pp. 319-363. King's Bench and Common Pleas of Nevis Marcus, Jacob 1970 The Colonial American Jew 1492-1776, Volume I. Detroit: Wayne State University. Oliver, Vere Langford, editor 1919 Caribbeana: Being Miscellaneous Papers Relating to the History, Genealogy, Topography, and Antiquities of the British West Indies, 6 Volumes. London: Mitchell Hughes and Clarke. Pool, David de Sola 1952 Portraits Etched in Stone: Early Jewish Settlers, 1682-1831. New York: Columbia University Press. Sachar, Howard 1994 Farewell Espana: The World of the Sephardim Remembered. New York: Vintage Books. Shilstone, E. M. 1956 Monumental Inscriptions in the Burial Ground of the Jewish Synagogue at Bridgetown, Barbados. Stern, Malcolm 1958 Some Notes on the Jews of Nevis. American Jewish Archives, 10(2):151-159. Swetschinski, Daniel 1982 Conflict and Opportunity in "Europe's Other Sea": The Adventure of Caribbean Jewish Settlement. American Jewish History, Volume LXXII (2):212:240. ALFRED PINHEIRO ABRAHAM PINHEIRO. Father of Isaac (? - 1710) ABRAHAM PINHEIRO (? - bef. 1708). Son of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) ABRAHAM PINHEIRO (1726 - 1755). Son of Moses (1695 - 1755) and Lunah (1702 - 1770) ARTHUR PINHEIRO DAVID PINHEIRO (1734 - 1781). Son of Moses (1695 - 1755) and Lunah (1702 - 1770) DAVID PINHEIRO. Son of Moses (1775 - 1831) and Leah (1756 - 1852) ESTER PINHEIRO (1638 - c. 1734). Wife of Isaac (1636 - 1710) ESTHER PINHEIRO (1783 - 1803). EVELINA PINHEIRO HANAH PINHEIRO (1727 - 1818). Wife of Jacob (1729 - 1803) ISAAC PINHEIRO (1636 - 1710) Husband of Ester (1638 - c. 1734) ISAAC PINHEIRO (1721 - 1795). Son of Moses (1695 - 1755) and Lunah (1702 - 1770) ISAAC PINHEIRO (1765 - 1804) JACOB PINHEIRO (after 1687 - ?). Son of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) JACOB PINHEIRO (1729 - 1803). Son of Moses (1695 - 1755) and Lunah (1702 - 1770) JACOB PINHEIRO, I JACOB PINHEIRO, II JAEL PINHEIRO (1760 - 1831). Daughter of Jacob (1729 - 1803) and Hanah (1727 - 1818) JAEL PINHEIRO (1749 - 1782). Wife of David (1734 - 1781) JAEL PINHEIRO (? - 1848). Daughter of Moses (1775 - 1831) and Leah (1756 - 1852) JOSEPH PINHEIRO (1775 - 1814) JUDITH PINHEIRO. Daughter of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) LEAH PINHEIRO (1756 - 1852) Wife of Moses (1775 - 1831) LOUISA PINHEIRO LUNAH PINHEIRO (1702 - 1770). Wife of Moses (1695 - 1755) LUNAH PINHEIRO (1751 - 1824) Daughter of Jacob (1729 - 1803) and Hanah (1727 - 1818) MOSES PINHEIRO (1695 - 1755). Son of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) MOSES PINHEIRO (1775 - 1831). Son of David (1734 - 1781) and Jael (1749 - 1782) PARNAS AARON PINHEIRO (1739 - 1795) RACHEL PINHEIRO. Step-mother of Isaac (? - 1710) RACHEL PINHEIRO. Sister of Isaac (? - 1710) RACHEL PINHEIRO (1737 - 1822) Daughter of Moses (1695 - 1755) and Lunah (1702 - 1770) REBECCA PINHEIRO (1712 - 1768). Wife of Abraham (1726 - 1755) REBEKAH PINHEIRO. Daughter of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) SARAH PINHEIRO. Sister of Isaac (? - 1710) SARAH PINHEIRO. Daughter of Isaac (? - 1710) and Ester (? - c. 1734) WILLIAM BARTON PINHEIRO This is an alphabetical list of individual Pinheiros mentioned in the public records of Nevis, recorded in the burial register and cemetery of the Barbados Jewish community, or mentioned in secondary sources whose relationship to the Pinheiro family tree could not be determined. ALFRED PINHEIRO Mentioned in will of MOSES PINHEIRO, proved November 28th, 1831. ARTHUR PINHEIRO Recorded in a Nevis court case (Kings Bench and Common Pleas, 1712-1716). ESTHER PINHEIRO (1783 - 1803) According to the burial record of the Barbados Jewish community, ESTHER's father was JACOB (Shilstone 1956:173). Her tombstone is in the Jewish cemetery in Bridgetown (Shilstone 1956:162-163). See JACOB PINHEIRO II for her possible heritage. EVELINA PINHEIRO Mentioned in will of MOSES PINHEIRO, proved November 28th, 1831. ISAAC PINHEIRO (1765 - 1804) According to the burial record of the Barbados Jewish community, ISAAC's father was JACOB (Shilstone 1956:173). See JACOB PINHEIRO II for his possible heritage. JACOB PINHEIRO, I Mentioned in will of MOSES PINHEIRO, proved November 28th, 1831. No relation is indicated, but he is likely a cousin (Common Records of Nevis 1840-1846:721). JACOB PINHEIRO, II In the burial record of the Barbados Jewish community this JACOB is indicated the father of ISAAC (1765 - 1804), JOSEPH (1775 - 1814), and ESTHER (1783 - 1803). The birthdates of these individuals are much too late for them to be the children of JACOB (1729 - 1803) and HANAH PINHEIRO (1727 - 1818) but the familiar family names indicate that they are certainly of the same tree. It would seem likely (based on his eldest surviving son's name) that this JACOB was a son of ISAAC (1721 - 1795) or possibly his brother ABRAHAM (1726 - 1755) neither of whom have documented families. JOSEPH PINHEIRO (1775 - 1814) According to the burial record of the Barbados Jewish community, JOSEPH's father was JACOB (Shilstone 1956:174). He was listed amongst the Jewish inhabitants of Bridgetown, Barbados in 1810 (Faber 1998:223). See JACOB PINHEIRO II for his possible heritage. LOUISA PINHEIRO Mentioned in will of MOSES PINHEIRO, proved November 28th, 1831 (Common Records of Nevis 1840-1846:721). PARNAS AARON PINHEIRO (1739 - 1795) Buried in the Bridgetown, Barbados cemetery (Shilstone 1956:713). WILLIAM BARTON PINHEIRO Mentioned in will of MOSES PINHEIRO, proved November 28th, 1831. SOURCES Common Records of Nevis Doop Trouwen Begraafboeken (DTB). In the Gemeentearchief of Amsterdam. Faber, Eli 1998 Jews, Slaves, and the Slave Trade: Setting the Record Straight. New York: New York University Press. Hershkowitz, Leo 1966 Wills of Early New York Jew, 1704-1740. American Jewish Historical Society Quarterly, Vol. 55 (3), pp. 319-363. King's Bench and Common Pleas of Nevis Marcus, Jacob 1970 The Colonial American Jew 1492-1776, Volume I. Detroit: Wayne State University. Oliver, Vere Langford, editor 1919 Caribbeana: Being Miscellaneous Papers Relating to the History, Genealogy, Topography, and Antiquities of the British West Indies, 6 Volumes. London: Mitchell Hughes and Clarke. Pool, David de Sola 1952 Portraits Etched in Stone: Early Jewish Settlers, 1682-1831. New York: Columbia University Press. Sachar, Howard 1994 Farewell Espana: The World of the Sephardim Remembered. New York: Vintage Books. Shilstone, E. M. 1956 Monumental Inscriptions in the Burial Ground of the Jewish Synagogue at Bridgetown, Barbados. Stern, Malcolm 1958 Some Notes on the Jews of Nevis. American Jewish Archives, 10(2):151-159. Swetschinski, Daniel 1982 Conflict and Opportunity in "Europe's Other Sea": The Adventure of Caribbean Jewish Settlement. American Jewish History, Volume LXXII (2):212:240. It is the goal of this project to record the history of the seventeenth and eighteenth century Jewish community of the Caribbean island of Nevis through ongoing documentary research and archaeological investigations. This research is made possible in part by the support of the Nevis Historical and Conservation Society, the Nevis Field Research Centre, a grant from The Commonwealth Jewish Council, and the generous contributions of private donors. The archaeological investigation of the Nevis Jewish community is also the subject of Michelle Terrell's (Boston University, May 2000) dissertation "An Historical Archaeology of the 17th- and 18th- Century Jewish Community of Nevis, British West Indies." The focus of this community-level study, the first of its kind, was on increasing our understanding of the roles and lives of the Sephardim in the colonial Caribbean, as well as providing a foundation for future research. 

Os filhos cangaceiros de Moisés 

Muitos brasileiros do nordeste são de origem judia e nem desconfiam disso por Adriano Costa Expulsos de Portugal, muitos judeus se instalaram no nordeste brasileiro no século XVII. Por volta de 1635 chegaram aos portos do nordeste judeus vindos da Holanda, mas originários da Península Ibérica (sefardins). Atraídos pela prosperidade, os navios fretados por judeus chegavam aos nossos portos quase que mensalmente. Uma vez aqui, muitos prosperaram sobretudo no comércio. Em 1910, uma nova leva, desta vez vindo da Rússia, chega a nossa região.


Perseguidos pela Igreja Católica, acusados de heresias em toda Europa, especialmente na Espanha e em Portugal, os judeus do nordeste brasileiro só tiveram liberdade religiosa durante o domínio holandês (1624 - 1654). Com a expulsão dos holandeses, a repressão voltou. Muitos foram obrigados a se cristianizar novamente ou rumar para, entre os índios janduís, viver no interior do Rio Grande do Norte. Em Recife (PE) foi erguida a primeira sinagoga das Américas no século XVII. Também lá foi escrita a primeira manifestação em hebraico do Novo Mundo. São três orações escritas pelo rabino Isaac Aboab da Fonseca, que relatavam o sofrimento e as provações passadas pelo povo judeu. Isaac por sua vez, foi também o primeiro rabino das Américas. Mas na verdade, a presença dos judeus nesta região data da chegada de Pedro Álvares Cabral. 

De acordo com Gilberto Freyre, de dez portugueses que vieram para cá, oito eram cristãos-novos, eles se espalharam principalmente pela Paraíba e Rio Grande do Norte, fugindo da Inquisição e lutando para preservar a religião e a cultura judaicas em segredo. Muitos mudaram seus sobrenomes a fim de fugir do preconceito, chegando a adotar nomes de árvores, plantas ou lugares em substituição. Como por exemplo: Carvalho, Moreira, Nogueira, Oliveira, Pinheiro, Lopes, Dias, Nunes, Souza, Medeiros e Costa. Por aqui ficaram conhecidos como "marranos" - por terem sido convertidos ao catolicismo "na marra".


Issac Aboab da Fonseca (Recife), 1° rabino das Américas


O anti-semitismo, isto é, ódio e repulsa a tudo o que é judeu, tem uma longa história na Europa e atingiu o seu ápice durante a Alemanha Nazista. Há alguns legados marranos presentes até hoje na cultura do nordeste brasileiro, como por exemplo a carne de sol do Rio Grande do Norte que é originária da carne kasher judaica, a tapioca típica foi desenvolvida da matzah judaica, o enterro de corpos em mortalhas, a retirada total do sangue dos animais abatidos; pintar as casas no final de ano, arrumá-las às sextas-feiras; comprar mercadorias à porta de casa e em prestações. Hoje, os judeus baseiam sua identidade muito mais em um sentido de história e tradições comuns do que em elementos étnicos ou lingüísticos. O elemento central do judaísmo é o monoteísmo sintetizado na oração Shemá Israel...que diz "Ouve, Israel: o Senhor é nosso Deus, o senhor é Um". Oficialmente o censo de 1980 encontrou só 36 pessoas seguidoras da fé judaica no Estado. Já o de 1991 revelou um número um pouco maior, 59 fiéis. Porém, o sangue semita corre nas veias de um número muito maior de norte-riograndenses, incluindo dos mais de 90% que professão a religião católica. Atualmente vivem 120 mil judeus no Brasil enquanto que no mundo eles são aproximadamente 15 milhões. É certo, há poucos praticantes do judaísmo, se compararmos aos adeptos de outras religiões, mas a representatividade dos judeus é muito grande no mundo político, científico, cultural e sobretudo econômico. Os cristãos-novos brasileiros não estão sós. Você sabia que há judeus negros? Na África há dois povos muito antigos que só recentemente foram reconhecidos como judeus. 

Falashas 

Os falashas (nome cujo significado é: estrangeiro) são descendentes do rei Salomão e a rainha etíope de Sabá. Viviam na Etiópia até a grande seca de 1985 quando, para salvar-lhes a vida, Israel montou a operação Moisés, uma iniciativa da Organização Sionista Mundial para tirar-lhes secretamente, via aérea, da África e levá-los ao Estado de Israel. Ao chegarem em território israelense, os médicos diagnosticaram nos falashas casos fisiológicos e de nutrição semelhantes aos encontrados nos sobreviventes dos campos de concentração. Na Etiópia os falashas formavam uma comunidade atrasada e fechada que preservava, intactos, usos e costumes que remontam a mais de dois séculos. Dizendo-se descendentes da tribio perdida de Dan, fundada por Menelik, filho do rei Salomão com a rainha de Sabá, os judeus etíopes só foram localizados em meados do século XIX, após mais de mil anos de isolamento, e apenas em 1947 os rabinos-chefes de Israel admitiram formalmente serem eles judeus. Lembas Um teste de DNA feito em 1999 pelo geneticista inglês David Goldstein, da Universidade de Oxford, descobriu que uma tribo de negros do norte da África do Sul e arredores têm ascendência judaica. "Os Lemba fazem a circuncisão, casam-se apenas entre si, guardam um dia da semana para orações e não comem carne de porco ou de hipopótamo, considerado um parente do porco". Comprovou Tudor Parfitt, historiador do Centro de estudos Judaicos, de Londres. Segundo a tradição oral dos Lemba, eles viviam num lugar chamado Senna. Há no Iêmen uma pequena vila com esse nome que até o século X ficava num vale fértil, abastecido por um açude. Quando este secou, a maioria das pessoas partiu. Geneticamente, os lembas são parentes dos Cohanim que juntamente com os Levi e os Israel formam um dos três grupos em que se divide o povo judeu. Os cientistas afirmaram que o ancestral comum dos Lemba e dos Cohanim viveu entre 2.600 e 3.100 anos atrás. Pela tradição judaica o período coincide com a vida de Aarão, o irmão de Moisés, de quem os Cohanim se dizem descendentes diretos. Provavelmente o grande pai também dos negros lemba. Depois de ler sobre os cristãos-novos você está pensando em voltar as suas raíses e se converter? Saiba como os judeus, acusados de serem fechados, encaram a conversão: Qual o status dos cristãos-novos perante a lei judaica? Cristãos-novos são aqueles judeus, especialmente da Espanha e Portugal (também chamados "Marranos"), que foram obrigados a se converter ao catolicismo durante a Inquisição e outras perseguições, embora freqüentemente continuassem a praticar o Judaísmo em segredo. Muitos deles se asilaram no Brasil, principalmente no norte do país. Quanto ao seu status perante a comunidade judaica: a lei afirma que quem nasce de mãe judia é judeu.


Portanto, enquanto a ascendência materna for judaica, os descendentes permanecem judeus através das gerações. Assim sendo, quando um cristão-novo deseja voltar formalmente ao Judaísmo, seria ilegal exigir que ele se convertesse, pois isto implicaria que sem tal conversão ele não é judeu. Entretanto, embora não seja exigida uma conversão formal, é costume submeter os cristãos-novos a alguma espécie de ritual para assinalar seu "regresso" à comunidade judaica. Isto é feito simbolicamente através de uma promessa de chaverut, lealdade ao Judaísmo. Uma vez que eles foram criados dentro do Cristianismo, é necessário que se comprometam a estudar as doutrinas e as práticas judaicas, e afirmem sua disposição de cumprir os mandamentos do Judaísmo. Como a comunidade judaica e os rabinos encaram o judeu convertido? Quando a conversão é motivada pela livre e espontânea vontade do indivíduo, quando ela é conseqüência de uma preparação consciente, acompanhada de um compromisso sincero e da firme resolução de observar as Mitzvot - os preceitos, as práticas, as tradições - então o convertido é considerado "autêntico" e é plenamente aceito como membro da comunidade judaica. Quando, entretanto, não existe tal compromisso, tal seriedade de intenções, então a conversão se torna uma farsa, um ato sem sentido. Neste caso, os rabinos não só desaconselham, como se recusam a consumar a conversão. Fonte: "Os porquês do Judaísmo" (Rabino Henry I. Sobel) 

A Influência dos Judeus 

"Cristãos-Novos" na Cultura Mineira, por Rita Miranda Soares. O povo brasileiro é fruto e fonte criadora de pluralidade cultural. A presença de outros povos em território nacional ajudou a moldar algumas de nossas principais características culturais, desde o desembarque de Cabral na terra que viria a ser o Brasil. Essa diversidade deve ser reconhecida, respeitada e valorizada. Pois um povo que não conhece suas raízes, é um povo sem identidade. Pensando nisso, procuramos resgatar nesse estudo a influência da cultura judaica sefaradim na civilização brasileira, especialmente em Minas Gerais, que é o tema central da nossa pesquisa. Consideramos importantíssimo marcarmos essa influência e nos lembrarmos da vertente judaica junto com o índio, junto com o negro, junto com o português, e com vários outros povos – italianos, sírios e libaneses, poloneses, japoneses, etc. – que aqui vieram compartilhar conosco da sua cultura. 

Resgatar esses valores é resgatar a própria cultura mineira, a qual está intrinsecamente ligada à tradição milenar desse povo. Tradição que se viu camuflada, esquecida em muitas casas, simplesmente para que as famílias pudessem fugir às mãos de ferro da Inquisição. Quantos jovens e crianças não tiveram de renegar seu sangue, sua crença, sua família? Quantos homens e mulheres não se viram obrigados a deixar seus lares, suas terras e seus parentes, jogados numa aventura de futuro incerto, em frágeis naus, a fim de virem para uma terra estranha, sem saber o que os aguardava?! A Península Ibérica (Portugal e Espanha) contribuiu, de maneira avassaladora, durante a Inquisição que durou cerca de três séculos, se não para o genocídio, pelo menos para o abafamento de boa parte da cultura, religião e arte de um povo de tão rica formação humanística. A assimilação deles em nossa cultura foi imposta pela Inquisição, sob pena de expatriação ou morte, deixando muitas características judaicas no substrato dos brasileiros. O estudo não pretende ser histórico nem profundo, apenas aborda e defende que muitos costumes, hábitos ou tradições do interior mineiro sofreram influência marcante dos judeus sefaraditas portugueses que vieram para Minas fugindo da Inquisição no nordeste brasileiro. Após o batismo forçado pela Inquisição de Portugal, esses judeus ficaram conhecidos como “cristãos-novos”, para diferenciá-los dos “cristãos-velhos”. Muitos continuaram a praticar a sua religião secretamente e, por isso, eram constantemente vigiados e denunciados ao “Santo Ofício” como judaizantes; estes tinham todos os seus bens confiscados, além de viverem humilhados e confinados naquele país, isso quando não eram torturados e queimados vivos nas fogueiras. O descobrimento do Brasil em 1500 foi uma porta que se abriu para esse povo perseguido. Milhares de “cristãos-novos” vieram para o Brasil na época da colonização já em 1503 (GUIMARÃES, 1999). Mais tarde, com a atuação do Tribunal do Santo Ofício na Bahia em 1591/93, e em Pernambuco em 1593/95 e novamente na Bahia em 1618, os judeus que, a princípio, se encontravam nessas duas capitanias, dispersaram-se por todo o Brasil, principalmente para o Sul e Sudeste (LOURENÇO, 1995). Com a descoberta do ouro nas capitanias de Minas em fins do século XVII, ocorre um movimento em direção ao território mineiro. Segundo a historiadora FERNANDES (2000), a maioria era formada por cristãos-novos que se estabeleceram na região, em atividades econômicas e no comércio. Mas que marcas eles deixaram na formação do povo mineiro? Que costumes, hábitos ou tradições podemos identificar em Minas como sofrendo influência daqueles judeus cristãos-novos? Que influência exerceram na formação da nossa identidade? A este grupo étnico que ajudou a povoar o Brasil nos três primeiros séculos do descobrimento e a seus descendentes que ora representa o grosso da população brasileira, devemos esta grande similitude com os sefaradins ibéricos. A alma profundamente quebrantada pela fé em D’us, o espírito pacífico e de bom humor, um povo amante da paz com uma grande capacidade para viver e sair de situações difíceis e adversidades seculares – o famoso “jeitinho” brasileiro - , uma tendência universalista para as coisas filosóficas, as habilidades com o comércio, etc. Em suma, um povo apaixonado e obstinado, uma raça bonita e sábia, apesar de seus defeitos e mazelas. Analisando estas e outras características, percebe-se claramente que o povo do interior do estado de Minas Gerais parece ser o retrato mais fiel dos judeus portugueses do século dezesseis a dezoito que vieram povoar este país. O temperamento do homem dessas regiões, seu aspecto físico, os costumes em vigor até bem pouco tempo, herdados dos antepassados povoadores, indicam influência preponderante desses judeus ibéricos. Também os registros de nomes demonstram uma concentração de judeus cristãos-novos nessa região do interior mineiro, proporcionalmente entre as mais densas do mundo. O cancioneiro popular de Minas exprime bem o espírito mineiro. Aqui as coisas são feitas sem pressa, para durar – o tempo pouco importa. Diz-se que o mineiro é “fechado” como sua terra. Esse fechamento traduz-se numa sobriedade evidenciada no seu modo de ser – no comer, no vestir, no falar. O mineiro escuta muito mais do que fala e não demonstra facilmente seus sentimentos. “Não desperdiça gestos, como não desperdiça nada” (Alceu Amoroso Lima). Certamente aprendemos com nossos antepassados a não desperdiçar, pois seus bens tinham sido espoliados pela Inquisição e vieram para o Brasil sem nada para aqui construírem suas vidas. Daí o conceito de que o mineiro é “pão-duro”, em outras palavras, “econômico”. O mineiro “calado” aprendeu com seus ancestrais a esconder seus sentimentos e crenças para não ser vítima dos “deduradores” ou “espiões” da Inquisição. Tanto é assim, que quando alguém está fazendo perguntas demais, diz-se que ele está inquirindo muito (inquisição = ato ou efeito de inquirir). E o tradicionalismo mineiro? Quando se fala na “tradicional família mineira” associa-se logo a idéia a uma atitude ultraconservadora. O sistema patriarcal mineiro tem suas raízes nos colonizadores cristãos-novos vindos na época da mineração – aqui chegaram com seus valores tradicionais intactos, plantando-os em Minas. O mineiro é triste, repete-se constantemente. De uma tristeza guardada, que transparece em sua arte e só se denuncia sutilmente, em gestos discretos. De onde viria essa tristeza? Talvez da saudade que se perdeu no tempo. Saudade que os judeus sentiram quando deixaram a terra onde viveram por tantos séculos – a península ibérica – e emigraram para o Brasil. Também da tristeza de se saber perseguido e vigiado por onde quer que vá. É em Minas também que se encontram as primeiras expressões de nacionalidade e de justiça. E de reivindicações pelos direitos adquiridos, presentes nos motins e revoltas do século XVIII. A circulação do ouro e de diamantes levava, em seu bojo, a circulação das idéias, suscitando rebeliões que, hoje, são reconhecidas como sementes de nossa independência nacional e de nosso acesso à modernidade. A sucessão de rebeliões impressionou o governador, conde de Assumar, que, queixando-se ao rei pela sublevação de Felipe dos Santos, Vila Rica (1720), afirma: “O espírito de rebelião é quase uma segunda natureza das gentes de Minas” (FERNANDES, 2000).


O que era rebelião para o reino português, significava justiça para o povo mineiro. Foi a dominação e a insubmissão, a coragem e o medo, a desconfiança e a luta, a saudade e a esperança, a discrição e o apego à liberdade, que fizeram um povo mineiro profundamente ligado ao seu berço, à sua gente e à sua terra. A descoberta do ouro em Minas que, segundo alguns autores se deveu ao cristão-novo Antônio Rodrigues Arzão, em 1693, acarretou forte movimento migratório, vindo da própria Colônia ou da Metrópole para o interior. Na primeira metade do século XVIII, segundo Neusa FERNANDES (2000), estima-se que a corrida do ouro levava para as Minas, oito a dez mil pessoas por ano. Em pouco tempo, a capitania de Minas Gerais tornou-se a mais populosa da Colônia, suplantando a da Bahia e a do Rio de Janeiro. Vila Rica, uma das primeiras vilas surgidas, foi o centro comercial da capitania, onde atuaram a maioria dos cristãos-novos processados pela Inquisição em Minas. No meado do século, uma grande comunidade judaica tentou fundar uma irmandade clandestina na cidade. 

O historiador Elias José LOURENÇO (1995, p. 73-77) nos conta com maior clareza este fato e narra os costumes que ele encontrou ali e em outras regiões próximas: “Em Vila Rica, meados do século dezoito, havia uma comunidade judaica muito bem disfarçada, que tentou organizar-se numa falsa irmandade, com o título de “fiéis de Deus”. Como se sabe, assim se intitulavam os seguidores do profeta Eliseu, que em meio da idolatria de Israel, proclamava sua fidelidade a Yaveh. Chegaram a ocupar uma casa junto da atual capela do Bom Jesus dos Perdões, então em construção, e enganaram o bispo de Mariana, que somente depois de muito tempo desconfiou dessa confraria e resolveu dissolvê-la. Esse e outros fatos, que seria longo enumerar, explicam os costumes que ainda encontrei em minha infância e mocidade e que perduram no interior de Minas.[...] Os filhos e netos de judeus, perdida a lembrança religiosa, adotaram a prevenção contra os do seu sangue e acometiam contra eles com frases que os depreciavam. [...] O sujeito econômico, “unha de fome”, como se dizia, era apelidado de somítico, isto é, semítico. Fazer sofrer alguém, prejudicar, ofender, etc., era “judiar”... Afirma-se que quando um judeu disfarçado, ou seja, marrano, estava para morrer, a fim de evitar que novamente ele se revelasse adepto da lei de Moisés, comprometendo os demais, era logo chamado o “abafador”, isto é, um sujeito que tinha por missão estrangular habilmente o doente. Isso permaneceu em nossos costumes com os conhecidos personagens que “ajudavam a morrer”. Quando alguém definhava em moléstia longa, diziam que “estava tão fraco que nem tinha força para morrer”. Chamando o abafador, ele afastava do quarto do doente as pessoas da família, encostava a porta e começava a operação. Punha um crucifixo nas mãos do doente, passava os braços pelas costas e aplicava o joelho contra o tórax... À medida que ia aumentando a compressão contra o peito do moribundo, asfixiando-o, em voz alta, para ser ouvido de fora, ia dizendo: - Vamos, meu filho! Nosso senhor está esperando! Quando o paciente exalava o último suspiro, o abafador compunha o corpo, chamava as pessoas da família e lhes comunicava que o fulano havia morrido “como um passarinho”, isto é, suavemente [...] Esses homens que “ajudavam a morrer” ainda existem em distantes povoados de nosso interior. “Lamparina” é um ritual judaico e persiste no interior do estado. Ainda de uso doméstico, acendia-se a lamparina de azeite no quarto da parturiente porque a criança, antes de ser batizada ou passar pela circuncisão, não pode ficar no escuro. [...]. Aos sábados, acendia-se diante do oratório uma vela, que deveria arder até o fim do dia, costume judaico que se cristianizou [...]; os sábados eram ainda os dias de vestir “roupa lavada”. O sinal de hospitalidade mais sensível, revelador de especial atenção para com um viajante, e a primeira coisa a fazer antes de qualquer alimento, era mandar-lhe ao aposento uma bacia de água morna para lavar os pés. Recordação milenar dos desertos da Ásia, transformada em cortesia. Em Minas, em São Paulo e creio que em quase todo o Brasil de povoamento antigo, ninguém comia carne de animal de sangue quente que não tivesse sido “sangrado”(ex.: a galinha). Este uso é de uma importância transcendente para o judeu, e como tal ficou arraigado em seus descendentes como costume irrevogável.[...]. Do mesmo modo, apesar da riqueza piscosa de nossos rios, ela nunca constituiu base de alimento para nossas populações, salvo as forçadamente ribeirinhas. Era colossal o consumo de peixe salgado que vinha para Minas, em lombo de burro, no período colonial, substituído depois pelo bacalhau. É que os peixes mais abundantes em nossos rios são “peixes de couro”, expressamente proibidos pelo livro de Levítico”. Com o passar do tempo, passando a febre do Eldorado, os cristãos-novos se segregaram, por assim dizer, entre as montanhas de Minas, longe dos litorais e portos marítimos, distantes de outras correntes migratórias, dando ao povo mineiro peculiaridade étnica e cultural com características bastante definidas. No começo, famílias como os Leões, os Fortes, os Henriques, os Carneiros, os Campos, etc., chegaram a constituir povoados, verdadeiros “guetos”, que ainda hoje se reconhecem por não terem capelas em suas ruínas, em constraste com os fundados por cristãos-velhos, onde a igreja era uma das primeiras edificações (LEAL, 2000). Em Paracatú, Serro Frio, Sabará e imediações e em Pitanguí tinham suas maiores aglomerações. Eram numerosos também nos arraiais que cercam Ouro Preto e Mariana e ao longo do caminho do Rio Grande e da Bahia. Havia, porém, cristãos-novos espalhados por todo o território mineiro: nas estradas, nas entradas das vilas e nos caminhos de “ir-e-vir”. Considerando-se o trabalho desbravador que esses cristãos-novos realizaram e os movimentos comerciais que inovaram, pode-se dizer que a eles se deve a realização dos primeiros contratos, a criação dos primeiros empregos, promovendo negócios e instrumentos que revertiam para a Coroa portuguesa, ficando, porém os lucros e parte da riqueza em mãos dos moradores. A historiadora Neusa FERNANDES (2000) nos relata que a terceira década do século XVIII foi o período em que a ação inquisitorial tomou maior impulso em Minas. Num espaço de dez anos, foram presos em Minas cerca de 30 cristãos-novos, todos acusados de judaísmo. Ao ler os processos analisados pela historiadora em seu livro, percebemos que muitos deles foram criados na religião católica, até a idade de 11, 12, 13, 19 ou mesmo 20 anos, quando então abraçavam o judaísmo, persuadidos ou influenciados pela avó, ou pela mãe. Sabemos que no judaísmo é a mulher quem educa as crianças, cabendo-lhe a tarefa de ensinar-lhes todas as tradições e costumes. Esse hábito está ainda presente nas famílias mineiras, onde à mulher cabe a tarefa de educar os filhos, discipliná-los e iniciá-los na religião, ficando o marido apenas com a incumbência de trabalhar e suprir a casa. Além disso, a “religião de verniz” ou o “ir para a igreja sem convicção interior”, atribuída pelo clero católico aos brasileiros em geral, é originária, talvez, do comportamento dos cristãos-novos que, por circunstâncias ou displicência, ficavam anos embrenhados nas matas, sem comungar e confessar. A posição espiritual do brasileiro, que se mantém relativamente indiferente nas discussões religiosas, pode ser fruto do conturbado ambiente sócio-religioso-colonial (MIZRAHI, 1999) da época. Os três séculos de perseguição, movidos pela Inquisição aos cristãos-novos luso-brasileiros levaram o grupo ao inconformismo. Vivendo numa “marginalidade interior”, “homem dividido” segundo a historiadora Anita Novinsky, temendo sempre possíveis denúncias, o cristão-novo tornou-se permeável e atraído para idéias e movimentos de oposição ( Como prova a Inconfidência Mineira). O cristão-novo se sentia em permanente transgressão. Não era católico nem judeu. Praticava um dualismo religioso, apresentando-se exteriormente como cristão-novo e praticando os ritos judaicos dentro de casa ou da prisão, sempre com a preocupação de se ocultar para não despertar suspeitas nos vizinhos. Essa situação é bem expressa no romance “A saga do marrano” (AGUINIS, 1996): “A nós foi aplicada e continuam a aplicar a violência. O efeito é trágico: somos católicos na aparência para sobreviver na carne, e somos judeus por dentro, para sobreviver no espírito”. A influência mais forte dessa ambigüidade, desse dualismo, talvez esteja no “fechamento dos mineiros”, no seu jeito calado, na sua resistência em falar das suas crenças mais íntimas. Guardados nas montanhas de Minas, estão até hoje muitos traços dos cristãos-novos e seus descendentes, expressos no que se chama hoje de: conservadorismo mineiro, política mineira ao pé do ouvido, pão-durismo mineiro, humor mineiro, desconfiança mineira, o jeito amaneirador do povo mineiro, a superação de obstáculos, o apego à justiça, enfim, toda “mineirice” se identifica muito com os judeus portugueses dos séculos XVI, XVII e XVIII. A seguir, procuramos listar alguns costumes judaicos incorporados à tradição mineira, a maioria do livro do LEAL (2000) , outros tirados da informação verbal e da tradição oral: Passar a mão na cabeça: isto é, relevar, perdoar, acarinhar, ignorar uma falta de alguém. É a bênção judaica. Sefardana: Para o historiador Augusto de Lima, a expressão insultuosa de Sefardana é deturpação intencional dos nomes “Sefarad" [1] e “Sefaradins”. Jurar pelo eterno descanso de um morto querido: juro pela alma do meu pai, ou da minha mãe, e assim por diante. É resíduo de um rito judaico. Deus te crie: ante o espirro de uma criança. Herança da frase hebraica – Hayim Tovim. Amuletos: usado muito no interior, os signos de Salomão ou de David (a estrela de seis pontas) e até mesmo nas porteiras e muros das casas, embora para o judeu não seja amuleto, mas seu significado foi deturpado entre os descendentes assimilados. Varrer a casa: da porta para dentro das casas, costume arraigado até os dias de hoje. Passar mel na boca: quando da circuncisão, o Rabino passa o mel na boca da criança para evitar o choro. Daí a origem da expressão: “Passar mel na boca de fulano”. Siza: vem do hebraico “Sizah”, quando vai pagar o imposto. Pagar a siza. Massada: palavra muito usada pelos mineiros para explicar uma tragédia: “foi uma massada”. A fortaleza de Massada, perto do Mar Morto, foi destruída pelos romanos nos anos 70 d.C., quando pereceram mais de 800 judeus, segundo afirma Flávio Josefo. Lavar os mortos: largamente usado no interior das Minas Gerais. Usado ainda, em algumas regiões. Está bem desaparecido. Para o santo: o hábito sertanejo de, antes de beber, derramar uma parte do cálice, tem raízes no rito hebraico milenar de reservar, na festa do pessach (páscoa), copo de vinho para o profeta Elias (representando o Messias que ainda virá). Punhado de terra: costume de jogar terra no caixão quando ele é descido na sepultura. Mezuras: fazer mezuras, reverências. Talvez venha do Mezuzah [2] hebraico colocado nas portas, ao qual os judeus antes de entrar fazem uma reverência. Carapuça: a expressão “fulano de tal pôs a carapuça”, ou “esta carapuça não serve para mim”, vem dos tempos da Inquisição, quando o réu era obrigado a colocar uma carapuça sobre a cabeça, assumindo a culpa.. Judiar: vem dos tempos da Inquisição, em que se maltratavam e perseguiam os judeus – significa atormentar e torturar os judeus. Mesa de mineiro tem gaveta para esconder a comida quando chega visita: esse costume, conhecido dos mineiros e relacionado à sovinice, tem outra raiz. É o costume que tinham os cristãos-novos e que passou aos seus descendentes, de guardar a comida que estavam comendo quando chegava um visitante – normalmente um cristão-velho. Para isso, as mesas da copa tinham gavetas. A raiz desse costume é que muitos cristãos-novos, apesar do batismo forçado, continuavam praticando secretamente a sua religião. E no judaísmo, a comida deve ser kasher, ou seja, a comida recomendada pela Torah, na qual existem alimentos proibidos aos judeus – Levíticos 11 – como, por exemplo, a carne de porco, peixe sem escama, etc. Dentro desse preceito, há receitas tipicamente judaicas. E se um cristão-velho chegasse de repente à casa e visse essa comida típica, fatalmente o cristão-novo seria reconhecido e denunciado. Por isso, eles guardavam o que estavam comendo nas gavetas, e ofereciam outra coisa ao visitante, como o queijo minas, por exemplo. Esta é a raiz desse costume, que muitos mineiros até brincam a respeito, mas que não está relacionado à sovinice e sim ao medo da delação (MENDA, 2000) [3]. Lenda da Verruga: como se sabe, o dia no judaísmo começa na véspera. Então, o “shabat” – descanso judaico no Sábado, começa na véspera com o nascimento da primeira estrela. Se um judeu apontasse para o céu quando visse a primeira estrela para anunciar o início da festa do Shabat, como cristão-novo ele estaria se denunciando. O adulto poderia se controlar, mas o que se diria para as crianças? “- Não aponta que se nasce verruga”. Era a única maneira de poder controlá-las, para que a família não fosse descoberta e perseguida pela Inquisição (MENDA, 2000). Ficaram a ver navios: era a época de ouro da Península Ibérica. O rei Dom Manuel precisava dos judeus portugueses, pois eram toda a classe média e toda a mão-de-obra, além da influência intelectual. Se Portugal os expulsasse logo como fez a Espanha, o país passaria por uma crise terrível. Então o rei fingiu marcar uma data de expulsão, que era a Páscoa. No dia marcado, estavam todos os judeus no porto esperando os navios que não vieram. Todos foram convertidos e batizados à força, em pé. Daí a expressão: “ficaram a ver navios”. O rei então declarou: não há mais judeus em Portugal, são todos cristãos (cristão-novos). Era 1492. Durante mais ou menos 30 anos eles continuaram praticando o judaísmo por debaixo do pano, às escondidas, mas com tolerância portuguesa, até a chegada da Inquisição. Com a Inquisição, veio a vigilância, a perseguição, a intolerância, e foi aí que muitos vieram para o Brasil fugindo dela (MENDA, 2000). Além dos costumes e expressões mencionadas acima, há um outro aspecto que gostaríamos de mencionar, embora seja tema para outro estudo mais amplo. É a questão dos sobrenomes.


Até a época de Napoleão, o judeu não tinha sobrenome: era “fulano filho de fulano” - não tinha identidade civil. Com a conversão forçada, eles têm de assumir um sobrenome e adotam nomes de famílias tradicionais cristãs, ou nome de um local, ou de uma árvore, ou da sua profissão, ou de um animal, ou de um português ilustre. Os arquivos da Inquisição da Torre do Tombo, em Lisboa, pesquisados por WIZNITZER (1996, p.35), traz os nomes de 25 judaizantes brasileiros processados na Bahia, dos quais citaremos apenas alguns sobrenomes: Antunes, Costa, Duarte, Gonçalves, Fernandes, Lopes, Mendes, Miranda, Nunes, Rois, Souza, Teixeira, Ulhoa e outros. Outros sobrenomes de pessoas processadas no Brasil pela Inquisição, devidamente documentados, são (GUIMARÃES, 1999): Abreu, Andrade, Barros, Borges, Cardozo, Carvalho, Coelho, Carneiro, Cunha, Ferreira, Figueira, Gomes, Henriques, Leão, Lemos, Machado, Miranda, Moura, Nogueira, Oliva, Oliveira, Paes, Pinheiro, Pires, Ramos, Rios, Reis, Serra, Sylva, Simões, Soares, Tavares, Telles, Valle, Vaz, etc. Acompanhando a história dessas famílias, nota-se que grande parte delas se dirigia em direção ao Sul, fixando residência nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Outros subiam em direção ao norte do país, especialmente Pernambuco e Pará (GUIMARÃES,1999). Esses estados também foram muito influenciados por uma série de costumes judaicos, que não abordaremos nesse estudo. Ressaltamos que não podemos afirmar que todo brasileiro, cujo sobrenome conste desta lista seja necessariamente descendente de judeus portugueses. Para saber-se ao certo precisaria de uma pesquisa mais ampla, estudando a árvore genealógica das famílias, o que pode ser feito com base nos registros disponíveis nos cartórios. Apesar disso, o que queremos frisar é que há uma grande concentração desses sobrenomes em Minas (e outros que não citamos por questão de espaço), mostrando a descendência dos cristãos-novos. A influência histórica judaica-sefardita é inegável. A história da formação do povo mineiro e do povo brasileiro em geral, estará mutilada até que se faça um profundo estudo sobre os cristãos-novos e seus descendentes da Península Ibérica, e da grande influência que exerceram na vida do povo mineiro e brasileiro espalhado por esse imenso país. Essa história está muito próxima de nossos olhos, de nosso tato, de nossos costumes, portanto é muito reveladora e com fatos muito evidentes. Basta escrevê-la sem tendências e nem preconceitos. Orgulhemo-nos, como mineiros, da nossa herança cultural. Afinal, um povo para crescer, precisa da sua identidade, e para um povo conhecer sua identidade, precisa conhecer e resgatar suas raízes o mais profundo que puder.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. AGUINIS, Marcos. A saga do marrano. São Paulo: Scritta, 1996. 486 p. 2. FERNANDES, Neusa. A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2000. 204 p. 3. GUIMARÃES, Marcelo Miranda. Você sabia que muitos brasileiros são descendentes de judeus? Revista de estudos judaicos. Belo Horizonte: v.2, n.2, p.42-47, dez.1999. 4. LEAL, Waldemar Rodrigues de Oliveira. Os judeus em Minas Gerais: “cristãos-novos”. Belo Horizonte: Luciana Leal Ambrosio, 2000. 36 p. 5. LOURENÇO, Elias José. Judeus: os povoadores do Brasil colonia. Brasília: ASEFE, 1995. 88 p. 6. MEGRICH, José. Quinto centenário do descobrimento do Brasil e dos primeiros judeus refugiados. Menorah. Rio de Janeiro, v.38, n.480, p.21, maio/junho 1999. 7. MENDA, Nelson, KUPERMAN, Jane. Programa Jô Soares: entrevistas. Direção Globo. Filme VHS, 2000, 22min., color. (Fita de vídeo, gravação particular da TV). 8. MINAS Gerais: berço da riqueza do Brasil. São Paulo: Três, 1994. 99p. 9. MINAS Gerais: mapa econômico. In: A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII . Neusa Fernandes. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2000, p. 91. 10. MIZRAHI, Rachel. Os 500 anos da presença judaica no Brasil. Revista de estudos judaicos. Belo Horizonte, v.2, n.2, p. 59-65, dez. 1999. 11. SALVADOR, José Gonçalves. Cristãos-novos, jesuítas e Inquisição. São Paulo: Pioneira, 1969. 222 p. 12 .________. Os cristãos-novos em Minas Gerais durante o ciclo do ouro(1695-1755): relações com a Inglaterra. São Paulo: Pioneira de Estudos Brasileiros, 1992. 197 p. 13. ________. Os cristãos-novos: povoamento e conquista do solo brasileiro, 1530-1680. São Paulo: Pioneira, 1976. 406 p.





BIBLIOGRAFIA


1. FALBEL, Nachman. Estudos sobre a comunidade judaica no Brasil. São Paulo: Federação Israelita do Estado de São Paulo, 1984. 197 p. 2. SARAIVA, Antonio José. Inquisição e cristãos-novos. 4 ed. Porto: Nova Limitada, 1969. (Coleção Civilização Portuguesa – v. 2) 317 p. 3. WIZNITZER, Arnold. Os judeus no Brasil colonial. São Paulo: Pioneira, 1966. 217 p. 4. WOLFF, Egon e Frida. Judeus nos primórdios do Brasil-república. Rio de Janeiro: Biblioteca Israelita H.N. Bialik / Bloch, 1982. 384 p. _______________ [1] Sefarad – quer dizer “Península Ibérica” em hebraico. [2] Mezuzah – pedaço de madeira ou metal ôco por dentro que contém dentro dela um pequeno rolo escrito em hebraico o texto de Deuteronômio 6:4-9. A mezuzáh é pregada em cada porta da casa de um judeu para lembrá-lo de que D’us é único e de que ele deve cumprir e obedecer seus mandamentos. [3] MENDA, Nelson, KUPERMAN, Jane. Casal de origem sefaradita que pesquisa a influência da cultura judaica sefaradita na vida dos brasileiros, entrevistado pelo Programa Jô Soares, nov.2000. Em Pernambuco, na época do padre Vieira, casaram-se Catarina Ravasco de Azevedo, com Rui de Carvalho Pinheiro. From: Doug da Rocha Holmes <doug@dholmes.com Subject: [PORTUGAL-L] Re: Judeus em Nova York vindos de Pernambuco Date: Thu, 08 Jun 2000 08:31:03 -0700 References: <004f01bfd146$e66a3820$08cffea9@usuario In-Reply-To: <393FA0BD.38822D75@attglobal.net Caro Manoel, Também o livro «The Grandees - The Story of America's Sephardic Elite» (1972 por Stephen Birmingham) tem informações.  

Doug At 06:33 AM 6/8/2000 , Lea Silveira Beraldo wrote: Prezado Manoel e demais colisteiros, Por "conhencidência" a Folha de São Paulo de hoje publica o artigo abaixo, muito interessante. Recortei e colei porque só está disponível a quem assinar o jornal ou for usuário do UOL. Sds. Lea Beraldo São Paulo - Capital Vieira e os judeus. Os judeus de todas as partes jamais esquecerão o que para eles representou a ação abençoada de Vieira.


Memórias rabínicas da família Pinheiro


PINHEIRO, Moisés (século XVII), nascido em Izmir. Contemporâneo de Shabbetai Zevi, Pinheiro estudou literatura talmúdica e cabalística com ele em sua juventude (1640-1650). Não há indícios reais de que tenha apoiado as reivindicações messiânicas de Shabbetai Zevi, em 1648. Por volta de 1650, deixou Izmir e se estabeleceu em Livorno, onde se tornou um mestre respeitado. Foi um discípulo e divulgador do pensamento de Shabbetai na Itália. E mesmo quando este se declarou Messias, causando grande alvoroço nas comunidades judaicas, não o abandonou, embora aparentemente não tenha concordado com ele, nesta questão que foi considerada apostasia pelo judaísmo.


Como delegado da comunidade de Livorno, foi visitar Shabbetai Zevi, no verão de 1666, no auge das discussões. Lá, conversou com Shabbetai e Nathan de Gaza, e afirmou sua convicção do erro de Shabbetai. Em março de 1667, retornou à Itália com uma delegação de três outras comunidades. Nathan ficou na casa dele, em 1668. Pinheiro, que liderou o centro shabbateano em Livorno, manteve uma correspondência com o amigo e mestre ao longo dos anos e também com Abraão Cardozo. Tal como demonstrado pelas notas de Abraão Rovigo, na discussão sobre as questões shabbateanas (Ben-Zvi Institute, Ms. 2265), até 1690 Pinheiro foi considerado um homem de fiel ao judaísmo. Alguns, porém, afirmam que posteriormente caminhou em direção à apostasia messiânica de Shabbetai, mas disso não há informações precisas.

Seu neto, por parte da filha, Joseph Ergas foi um conhecido rabino cabalista, que se manteve em silêncio sobre as ligações shabbateanas do avô. O rabino Malaquias ha-Kohen de Livorno, disse que Ergas, seu aluno, apesar de ser um inimigo declarado do movimento shabbateano, elogia Pinheiro por sua piedade e vida ascética no seu prefácio do seu livro Ergas responsa, Divrei Yosef (1742). Várias das memórias de Pinheiro sobre Shabbetai Zevi estão preservadas.


BIBLIOGRAFIA

Scholem, Shabbetai Zevi, índice; J. Sasportas, Ẓiẓat Novel Zevi (1954), índice; I. Tishby, em: Zion, 22 (1957), 31-33; idem, em: Sefunot, 3-4 (1960), 93, 107; Freimann, Inyenei Shabbetai Zevi (1912), 45, 95.
[Gershom Scholem]
Fonte: Encyclopaedia Judaica . © 2008 Grupo Gale. Todos os direitos reservados.


PINHEIRO, MOSES

The unedited full-text of the 1906 Jewish Encyclopedia


One of the most influential pupils and followers of Shabbethai Ẓebi; lived at Leghorn in the seventeenth century. He was held in high esteem on account of his acquirements; and, as the brother-in-law of Joseph Ergas, the well-known anti-Shabbethaian, he had great influence over the Jews of Leghorn, urging them to believe in Shabbethai. Even later (1667), when Shabbethai's apostasy was rumored, Pinheiro, in common with other adherents of the false Messiah, still clung to him through fear of being ridiculed as his dupes. Pinheiro was the teacher of Abraham Michael Cardoso, whom he initiated into the Cabala and into the mysteries of Shabbethaianism.


Bibliography

Grätz, Gesch. 3d ed., x. 190, 204, 225, 229, 312.





ARNALDO NISKIER -- O padre Antônio Vieira, maior representante da eloqüência sacra em nossa literatura, manteve em seus quase 90 anos de vida uma relação de intensa simpatia com os judeus. Sua família, isenta de preconceitos, registrou diversos casamentos considerados mistos na ocasião. A irmã Leonarda casou com Simão Álvares de Lapenha, com quem teve filhos; Maria de Azevedo casou com Jerônimo Sodré Pereira; Catarina Ravasco de Azevedo, com Rui de Carvalho Pinheiro; e Inácia de Azevedo, com Fernão Vaz da Costa. Todos de sangue semita. A Companhia de Jesus era fortemente influenciada pela chamada "gente de nação", o que levou Vieira a uma grande identificação com o Velho Testamento e à defesa candente dos cristãos-novos, perseguidos pelo Santo Ofício e pela Ordem Dominicana. Acabaria, ele mesmo, sendo vítima da Inquisição. Foi pesquisado se tinha sangue impuro, "pois só um judeu defenderia tão ardorosamente outros judeus". Nada encontraram. Era mesmo idealismo do pregador messiânico, que, chegando à condição de confidente de d. João 6º, sugeriu-lhe retomar Pernambuco dos holandeses, mas não pela guerra, e sim por uma compra com o dinheiro emprestado pelos judeus, desde que lhes fosse permitida a livre entrada no país. É dessa época a construção da primeira sinagoga brasileira, Kahal Zur Israel (Rochedo de Israel), que começou a ser pensada em 1630, com a chegada dos primeiros israelitas oriundos da Holanda a Recife. Eles queriam uma sinagoga e uma escola, da mesma forma que o padre José de Anchieta, um século antes, falava em construir uma escola ao lado de cada igreja. São semelhanças que devem ser lembradas. Em 1642 pregou Vieira pela primeira vez em Lisboa. Havia necessidade de obter recursos para a aquisição de navios e armamentos, além da contratação de mercenários, como era costume na época. Sugeriu ao monarca a cooperação dos judeus -cristãos-novos ou não-, lançando o opúsculo "Razões apontadas a el-rei d. João 6º a favor dos cristãos-novos para se lhes haver de perdoar a confiscação de seus bens, que entrarem no comércio deste reino". Pode-se compreender o alcance da sugestão pelo que afirma Mendes dos Remédios, no clássico "Os Judeus em Portugal": "Defesa pronta, desassombrada, eloquente, vigorosa, linguagem forte, lógica incisiva e fulminante. Esse escrito estalou como um trovão (...). O que não devia causar menos espanto, apreensão e temores era o saber-se que o paladino dos cristãos-novos e autor daquela proposta era um jesuíta, homem então na pujança da vida e do talento, bem-aceito na corte, adorado nos meios aristocráticos e devotos da capital, intimorato, eloquente, generoso, e cujos saber e habilidade não conheciam limites -o padre Antônio Vieira". Os inimigos eram os castelhanos e os holandeses, estes já instalados no Nordeste brasileiro, especialmente em Pernambuco. O pragmatismo de Vieira pode ser medido por essa afirmação: "Favorecer aos homens de nação ou admiti-los neste reino, na forma que se propõe, não é contra lei alguma, divina ou humana, antes é muito conforme aos sagrados cânones (...). O judaísmo não passa de homens da mesma nação". Com o seu apoio, organizou-se a Companhia de Comércio para o Brasil, fundamental para a reconquista de Pernambuco, apesar da forte oposição encontrada. Mas Vieira era muito firme nas suas convicções: "O papa, em Roma, admitia judeus públicos (os que viviam na lei de Moisés) e sinagogas, por que se não havia de consentir em Portugal? O modo de processar na Inquisição os apóstatas era iníquo". Por isso, a ele se atribui, quando estava em Roma, a autoria do "Memorial a Favor da Gente de nação Hebréia". Recorremos à renomada historiadora Anita Novinsky, da USP, que se manifestou elogiosamente em relação ao artigo neste espaço com o título "Rochedo de Israel" (30/3). No livro "Inquisição -Inventários de bens confiscados a cristãos-novos", ela faz um comentário bastante elucidativo: "Durante o reinado de d. João 6º, quando atrás do monarca soprava a voz do padre Antônio Vieira, a Inquisição se viu seriamente ameaçada e privada de seus lucros. Os desentendimentos entre a Coroa e a Inquisição alcançaram então seus extremos (...). O padre Vieira continuou a minar o edifício inquisitorial, que chegou mesmo a trepidar em torno dos anos de 1674 a 1681". Quando Portugal retomou a região, com o reforço da frota de 36 galeões armados, Recife ficou em mãos da Companhia do Comércio, tornada viável pela inteligência e coragem de Vieira, com a ajuda de cidadãos hebreus de Lisboa, Hamburgo e Amsterdã. Com o recrudescimento das ações do tribunal do Santo Ofício, os judeus de Pernambuco, que tinham sido liderados pelo rabino português Isaac Aboab da Fonseca, de estilo messiânico semelhante ao de Vieira, seu contemporâneo, novamente se espalharam pelo mundo. Alguns deles, em 1654, foram para a cidade de Nova Amsterdã, colônia inglesa na América do Norte, onde ajudaram a consolidar o que viria a ser a grande cidade de Nova York.

Os judeus de todas as partes jamais esquecerão o que para eles representou a ação abençoada do padre Antônio Vieira. Arnaldo Niskier, 64, professor e escritor, é membro da Academia Brasileira de Letras. Foi presidente da ABL (1998-99) e secretário Estadual de Ciência e Tecnologia (1968-71) e da Educação e Cultura (1979-83) do Rio de Janeiro. Manoel Cesar Furtado wrote: Olá, Tenho trocado umas figurinhas com Ralph, um americano de Massachusets cuja sobrinha casou-se com um Furtado de S. Miguel e com Carreiro também, nomes da minha linha de lá. Ele está interessado na história da primeira sinagoga de New Amsterdam. Entre os 23 disse-me ele que há "Perea"(Pereira), um de seus ancestrais pela linha materna. Não conheço bem o assunto mas parece-me que esses judeus vieram de Pernambuco. Como é essa história? Abraço, Manoel Doug da Rocha Holmes  
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Perdões e os Pinheiro


A capela de Bom Jesus dos Perdões, ao redor da qual se formou o arraial dos Perdões, foi edificada por iniciativa do alferes português Romão Fagundes do Amaral e de Rubens Airão, na época da colonização, no século XVIII. Conta a tradição que Romão Fagundes, Pinheiro de origem, perseguido por judaísmo, ofereceu a D. Maria I, em troca da anistia que lhe foi oferecida, um cacho de bananas todo em ouro maciço, originando-se, desse fato, a denominação de Perdões. O arraial de Bom Jesus dos Perdões figurava, em 1802, entre o termo da vila de São José, sendo elevado à categoria de freguesia em 1855, com o nome reduzido para Perdões. Passa a município em 1911, desmembrando-se de Lavras. Inspirando poetas e compositores, Perdões, situada entre vales e colinas.


E foi nos últimos séculos um dos redutos dos Pinheiro, que construíram casarões, como o famoso Sobrado, já derrubado. Abaixo, uma das casas que marcaram a presença de Barbosa e Pinheiro.

Casarões históricos de Perdões podem se tornar patrimônio do Estado (Foto: Reprodução EPTV)

"O histórico percebeu que Perdões tem um acervo cultural muito grande e importante, e eles decidiram fazer esse estudo de um possível tombamento do centro histórico, o que para nós é muito importante, a gente fica muito feliz com essa notificação. O estado está reconhecendo que a cidade tem um valor histórico interessante", disse o chefe de sessão do patrimônio histórico da cidade, Amauri Donizetti Leite.

A abertura desse estudo já foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais. Desde então, qualquer alteração nos bens tem que ser informada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, o Iepha. Entre os moradores, o tombamento divide opiniões. "O Estado que tombou passa a ter direito na casa e os que são herdeiros como ficam?", perguntou a minha prima Iracema Barbosa Pinheiro.
 








Igreja do Rosário - Em 3 de agosto de 1770 Romão Fagundes recebeu promissão canônica, para a bênção dessa Igreja de Lavras, que era sede paroquial, então conservamos essa Igreja como sinal de berço do município. Desde o início dedicada ao Senhor Bom Jesus essa Igreja é a primitiva capela do Senhor dos Perdões e depois dedicada a Nossa Senhora do Rosário, quando se construiu a Igreja Matriz. No antigo altar estava o lugar onde se encaixava a cruz da imagem do Crucificado, Senhor dos Perdões. Não foi possível conservar esta tábua sem nenhuma pintura, apenas com ‘guaque’. Na construção, tudo tão difícil, o fundador de nosso município erguia a capela na Serra do Senhor Bom Jesus. Como consta nos documentos antigos, a Serra do Senhor Bom Jesus a sua Capela custou tanto trabalho, forças e dedicação de escravos naquele tempo. Não sabemos contar quantos passos subiram esses degraus, não sabemos contar quantas pessoas passaram nesta Igreja. Acompanhavam também os seus ao cemitério, nem sabemos quantos foram sepultados dentro da Igreja, primeiro cemitério de nossa paróquia. Aqui, dentro da Igreja, está sepultado o fundador de nosso Município, Romão Fagundes do Amaral. Esta Igreja serviu de escola, durante muitos anos, várias pessoas estudaram nela e fazendo do corpo da Igreja como salas de aulas, e durante algum tempo foi utilizada como Igreja Matriz do município. [Retirado do Museu da Município de Perdões].






Em memória de



Anna Pinheiro
Anna Pinheiro
Beatrice Pinheiro
Cato Pinheiro
Elisabeth Pinheiro
Gezina Pinheiro
Herman Pinheiro
Henri Pinheiro
Isidore Pinheiro
Isidorus Pinheiro
Jacob Pinheiro
Jacob Pinheiro
Jacques Pinheiro
Marie Pinheiro
Max Pinheiro
Michel Pinheiro
Michel Pinheiro
Mordechai Pinheiro
Rosalia Pinheiro
Rosette Pinheiro
Rosette Pinheiro
Salomon Pinheiro
Salomon Pinheiro
Selma Pinheiro
Vogelina Pinheiro


Nascidos na Alemanha, Bélgica e Holanda e martirizados durante o Holocausto pelo regime nazista.






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